El Niño pode elevar preços dos alimentos e preocupa produtores brasileiros

A confirmação de um novo episódio do fenômeno El Niño acendeu o alerta entre produtores rurais, especialistas e consumidores. A expectativa é de que as mudanças no regime de chuvas e nas temperaturas provoquem impactos sobre diversas cadeias do agronegócio, reduzindo a oferta de alimentos e pressionando os preços ao consumidor.
De acordo com especialistas do setor, os primeiros reflexos tendem a aparecer nas culturas mais sensíveis às variações climáticas, especialmente hortaliças, frutas e grãos. O comportamento do clima poderá influenciar diretamente a produtividade das lavouras, dependendo da intensidade e da duração do fenômeno.
Entre os produtos que podem sofrer maior impacto estão milho, café, arroz, trigo, frutas, laranja e cana-de-açúcar. No caso do milho, uma eventual redução da oferta também pode elevar os custos da ração utilizada na produção de carnes e leite, refletindo em toda a cadeia de alimentos.
A pecuária também pode enfrentar desafios. O calor excessivo e a menor disponibilidade de pastagens em algumas regiões podem comprometer o ganho de peso dos animais e reduzir a produção de leite. Em contrapartida, áreas do Sul do país poderão registrar excesso de chuvas, aumentando o risco de doenças nas lavouras e dificuldades durante o plantio e a colheita.
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Especialistas destacam que ainda não é possível dimensionar com precisão o tamanho dos impactos econômicos, já que tudo dependerá da intensidade do El Niño ao longo dos próximos meses. Ainda assim, produtores vêm reforçando o monitoramento climático, ajustando estratégias de manejo e buscando tecnologias para reduzir possíveis perdas na safra 2026/2027.
Para estados agrícolas como Goiás, onde a produção de grãos, carnes e leite tem papel importante na economia, o comportamento do clima será acompanhado de perto. Alterações no volume de chuvas e nas temperaturas podem influenciar tanto a produção quanto os preços dos alimentos nos mercados interno e externo.
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