Brasil endurece regras para preservar exportações de carne à União Europeia

O governo federal adotou novas regras para a exportação de carnes destinadas à União Europeia com o objetivo de adequar o sistema brasileiro às exigências sanitárias do bloco e evitar possíveis restrições comerciais. As mudanças reforçam os mecanismos de controle sobre o uso de medicamentos antimicrobianos na produção animal e ampliam a rastreabilidade dos produtos destinados ao mercado europeu.
As novas exigências determinam que frigoríficos habilitados para exportar implementem controles auditáveis capazes de comprovar a conformidade com a legislação europeia. Entre os requisitos estão registros detalhados sobre a origem dos animais, documentação sanitária e evidências que demonstrem o cumprimento das normas relacionadas ao uso de antimicrobianos.
A medida foi tomada após a União Europeia retirar o Brasil da lista de países previamente autorizados a exportar determinados produtos de origem animal ao bloco. Caso as adequações não fossem realizadas, produtos como carne bovina, carne de aves, ovos, mel, pescado e outros derivados poderiam enfrentar um embargo a partir dos próximos meses.
Além de preservar um importante mercado internacional, o governo e o setor produtivo avaliam que o fortalecimento dos sistemas de controle poderá aumentar a credibilidade da carne brasileira no exterior. A expectativa é que a adoção de protocolos mais rigorosos também contribua para ampliar a competitividade do agronegócio nacional em mercados que exigem elevados padrões sanitários.
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Para estados com forte produção pecuária, como Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, a adequação às novas regras representa um desafio, mas também uma oportunidade para consolidar a presença da carne brasileira entre os principais exportadores mundiais, com maior transparência e segurança ao longo da cadeia produtiva.
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