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Veterinários formados a distância não poderão exercer a profissão no Brasil

No entendimento do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), o ensino a distância não consegue suprir com qualidade as atividades presenciais que o curso demanda...

Médicos veterinários com formação em cursos a distância não poderão exercer a profissão no Brasil. Isso porque o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) publicou, nesta última segunda feira (25), uma resolução que não permite que eles se inscrevam nos Conselhos Regionais de Medicina Veterinária (CRMVs). Sem o registro profissional, a atuação no país é impossibilitada.

No entendimento do Conselho, o ensino a distância não consegue suprir com qualidade as atividades presenciais que o curso demanda, a exemplo de atividades práticas e de campo, como anatomia, fisiologia, clínica, cirurgia, patologia, análises laboratoriais, entre outras operacionais e de manejo técnico. Assim, tal aprendizagem ‘inadequada’ seria prejudicial aos estudantes e  aos futuros serviços prestados a sociedade.

A mesma resolução afirma ainda que aqueles diretores, gestores e professores médicos veterinários que cooperarem com o ensino a distância deverão ser responsabilizados ético- disciplinarmente, com o risco de terem o próprio registro profissional cassado.

Em contrapartida, instituições privadas de ensino superior, representadas pela Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes), irão recorrer em busca da revogação da resolução. O argumento é que tais cursos estão de acordo com as proposições do Ministério da Educação (MEC), e, por conseguinte, não caberia ao Conselho restringir a atuação desses profissionais.

Além disso, afirmam que, no modelo ensino a distância, os discentes de Medicina Veterinária também frequentam aulas presenciais que podem ocupar até 50% da carga horária. No caso desse curso em específico, as disciplinas nas áreas de Saúde Animal, Clínica e Cirurgia Veterinárias, Medicina Veterinária Preventiva, Saúde Pública, Zootecnia, Produção Animal e Inspeção e Tecnologia de Produtos de Origem Animal são obrigatoriamente ministradas presencialmente.

Segundo o MEC, apenas 4 cursos a distância de Medicina Veterinária estão em atividade hoje no país. Ainda assim, a Abmes está disposta a resistir como forma de reconhecimento a legitimidade dos cursos ofertados a distância, uma vez que existe ainda um preconceito acadêmico mesmo que esses tenham respaldo legal.

Larissa Pedriel
Foto Capa: Internet
Jornalismo Portal Panorama