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Vereador Gildenicio Santos é afastado de cargo e tem quase meio milhão bloqueado

Foto: Arquivo PaNoRaMa
A ação do Ministério Público se dá pelo mesmo motivo de improbidade administrativa que envolve outros políticos

Foi movida uma ação pelo Ministério Público de Goiás, que pede o afastamento do vereador Gildenicio Santos (MDB) de seu  atual cargo, bem como o bloqueio de um valor de R$402.600,00.

O vereador foi afastado pelo motivo de improbidade administrativa e enriquecimento ilícito, assim como, previamente, havia sido Mauro Bento Filho, do mesmo partido e João Rosa do PSDB, ambos vereadores da Câmara Municipal de Jataí.

Vereador Marcos Antônio também é afastado de cargo e tem quantia exorbitante bloqueada

O mandado de notificação e intimação relata que: duas ex-servidoras repassavam seu salário e que um atual servidor ainda o  repassa mensalmente. O valor girava em torno de R$2.000.

Além disso, uma dessas funcionárias reclamou que, quando exonerada do cargo, foi compelida a repassar parte da rescisão de contrato.

Demais servidores também foram submetidos a fazer a transferência de boa quantia de seu salário ao vereador, mas, ao se negarem e relatarem ao Ministério Público a respeito do ocorrido, foram procuradas por Gildenício para “combinarem” o depoimento, segundo consta no processo.

Conforme o documento oficial, o vereador obteve de tal enriquecimento ilícito o valor aproximado de R$134.200,00 e que boa parte do que era tirado de seus funcionários era repassado para terceiros, tal qual seu irmão,advogado que também  usufruía do salário alheio.

Declarou no processo, uma funcionária que trabalhou com Santos, nos anos de 2013 e 2014, que a transferência do dinheiro era feita por conta bancária, e que na própria câmara já havia uma espécie de rádio peão, que os funcionários já recebiam, faziam o repasse ali mesmo  e sacavam somente com a diferença.

Segundo o Ministério Público, o mandato do vereador tinha três funções: legislar, fiscalizar e enriquecer de forma ilícita, haja vista, que ao longo de quase uma década obteve o valor de R$130.000.

A barbárie é ainda maior, afinal, segundo o depoimento de duas outras funcionárias, o vereador havia tentado conversar a respeito das declarações e uma delas, teria sido procurada  na igreja que ambos frequentam, junto à seu pastor, para a “explicarem” que a situação não era bem essa e que tudo não se passava de mídia. Como consta na intimação, houve uma ameaça emocional velada.

O mandado  foi assinado pelo juiz Thiago Soares Castelliano Lucena de Castro, que pediu urgência nos trâmites do processo.

Carolina Craveiro Carvalho
Foto capa: Arquivo PaNoRaMa
Jornalismo Portal Panorama
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