UFG: Morte de universitária eleva preocupação da população quanto ao retorno na rodovia

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Como grande parcela da população e estudantes universitários da UFG estão a par, o caminho de volta do Câmpus Jatobá para o centro da cidade agora é de 3 km a mais, sendo que, no entanto o retorno é pelo viaduto que foi construído, o qual deixou o caminho além de mais longo, mais perigoso aos universitários.

A reclamação de pais e estudantes tem sido frequente sobre a falta de consideração do governo e da prefeitura juntamente com o DNIT, em relação à segurança dos estudantes que possuem uma única opção de via e precisarem trafegar por um caminho de 3 km a mais para retornar à cidade, sendo que muitas vezes os alunos vão mais de uma vez à faculdade o que causa mais gastos. Além de não existir outra opção para chegar ao destino, a rodovia se torna cada vez mais perigosa. Já houveram várias reclamações da população de que houve verba para melhorias da faculdade, como no curso de medicina, dentre outras, porém não houve preocupação ou relevância quanto ao caminho de chegada e saída dos alunos à universidade, que está um caso complicado segundo os estudantes.

Na noite desta segunda-feira (17) a universitária do curso de Direito, Josiane Evangelista Pinto, ao sair da UFG em sua moto, entrou na contramão pelo acostamento da BR-364, tentando cortar caminho por um antigo retorno mais próximo da UFG e evitar o único retorno atual de saída da faculdade. É provável que a estudante não tenha visto a caminhonete Amarok que transitava pela rodovia no sentido de Rio Verde, quando a mesma se chocou com a sua moto. A equipe do SAMU foi acionada, porém a aluna não resistiu aos ferimentos e veio a óbito.

Devido a tais fatores os alunos e os pais estão se sentindo cada vez mais inseguros em relação à segurança no tráfego das rodovias e estão pensando em fazer até um abaixo-assinado, para solicitação de ser disponibilizado um retorno mais viável aos estudantes, já que muitos universitários acabam de tirar a carteira de habilitação e precisam entrar em uma via perigosa e longa sem experiência alguma com rodovias, além disso, os mesmos alegam que é uma rodovia escura e com muito mato.

No final do ano passado quando foi alterado o retorno próximo à Cidade Universitária José Cruciano Araújo, a UFG enviou um ofício ao DNIT solicitando esclarecimentos e realização de um estudo de viabilidade para que fosse feito um retorno mais próximo ao Campus. Chegaram a ser realizadas reuniões com várias autoridades para discutir as reclamações da comunidade acadêmica da UFG, porém a solicitação não obteve êxito. Em resposta, o DNIT alegou que o retorno que foi fechado no ano passado para a abertura do atual, coloca em risco a segurança de potenciais usuários e fere as normas de segurança nas rodovias federais. O órgão afirmou também que outro retorno seria feito no complexo do viaduto, onde de fato é agora. Na época o supervisor do DNIT até se desculpou pela falta de comunicação prévia do órgão e a falta de colocação de sinalização indicando o novo retorno e alegou ainda, que seria providenciada a iluminação elétrica no perímetro urbano de Jataí nas proximidades do Campus. As obras de iluminação para quem transita pela BR-060 e BR-364 foram iniciadas em novembro de 2013, com o intuito de melhorar o trânsito bem como o aspecto visual da rodovia próxima ao perímetro que consiste da BR Foods (antiga Perdigão) até o trevo de Serranópolis-Go.

Segundo informações recebidas pela administração da UFG, o Curso de Direito paralisou suas atividades e assim permanecerá até que o problema com a rodovia se solucione. A nossa equipe está buscando mais informações sobre o assunto e assim que for possível será publicado no site.

A equipe do site PaNoRaMa entrou em contato com o Diretor do DCE da UFG e Conselheiro Universitário, João Cyrino, sobre a sua opinião e informações em relação a estes fatos ocorridos, o mesmo opinou que o problema do DNIT foi ter executado uma obra de grande porte, mudando a rotina de pessoas sem sequer conversar com elas. O mesmo acredita que o DNIT deveria ter construído um plano de ação ouvindo a UFG, tanto de modo institucional (direção) quanto suas organizações de classe (sindicato dos professores, dos técnicos, diretório central dos estudantes). João Cyrino, ainda lamentou a morte da universitária que era sua colega de curso e diz que esta foi uma fatalidade muito triste.

Sobre a mudança do retorno, penso que não foi o ideal. Deveríamos tem um viaduto ali, de modo que o estudante e o trabalhador da UFG não precisasse de retorno algum, pois os retornos que existem ali (o antigo e o novo) são em plena descida em que carretas trafegam a velocidades exorbitantes. Porém, em relação ao antigo, o novo (no viaduto após o posto) me parece mais seguro. Claro que não sou perito, não tenho conhecimento, mas me parece. Em contrapartida, o antigo é mais cômodo, temos que considerar cidadãos que trabalham durante todo o dia e estudam a noite, além do valor do combustível”, explicou João Cyrino.

Nayara Borges – Site PaNoRaMa

CONFIRA COMO ERA O PRIMEIRO RETORNO (1,5 km):

CONFIRA COMO ERA O SEGUNDO RETORNO (4,6 km):

CONFIRA O NOVO TRAÇADO DO RETORNO (7,1Km):

Nayara Borges – Site PaNoRaMa

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