Projeto Trilha Cultural – Rock’n Roll – Marcelo Regente

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O site PaNoRaMa, em produção com Isabella Miranda, está promovendo um projeto denominado Trilha Cultural. O objetivo é explanar sobre a cultura de Jataí em suas diversas ramificações, ou seja, literatura, música, teatro, dança assim como qualquer outro tipo de manifestação cultural que tenha aqui em nosso município.

Dessa forma, resolvemos começar o projeto falando de música, mais especificamente de rock’n roll. Faremos um especial com algumas bandas da cidade, desta vez, não com uma banda, mas com os músicos e compositores Marcelo Regente e Faustinho.

Como surgiu a ideia de formar uma banda de rock em uma cidade que não oferece tantas oportunidades para este estilo?

Neste caso foi um pouco distinto das outras bandas já entrevistadas, por não se tratar genuinamente de uma banda. Mas em tese, a ideia de tocar veio da necessidade de compor e criar, afirma Marcelo Regente e Faustinho. É uma necessidade orgânica.

Quem sugeriu o nome da banda e qual o significado do mesmo? Quanto tempo de banda e onde já tocaram?

Por se tratar de um grupo orgânico e não de uma banda fixa, o que há em comum é o propósito de fazer música. Na ocasião da entrevista por nossa equipe, estavam presentes os músicos Marcelo Regente e Faustinho e com esta formação, tocam há aproximadamente cinco anos. Em carreira solo, ambos possuem muito mais tempo de estrada.

Quais as influências da banda?

Toda música boa. Com grande influência da música brasileira de qualidade e clássicos internacionais. Pode-se dizer que inclui The Doors até Gonzaguinha.

Qual a relação da banda com as redes sociais? Vocês já tem CD gravado?

Como atualmente não há mais uma gravadora monopolizando o mercado, sendo cada um por si, as redes sociais tornam-se a principal mídia que o músico pode explorar e de forma mais rápida. É uma forma livre que ninguém precisa pagar para divulgar. Ou seja, depende mais de você do que do próprio veículo de comunicação.

Marcelo Regente já possui CD gravado. Chama-se “A porta” e foi gravado em julho de 2012. Apesar de ter carreira extensa, o disco só saiu por agora por causa da proposta do mesmo, já que o difícil não é fazer uma música, o difícil mesmo é conciliá-las com a obra. O disco possui vertentes de samba, jazz, blues, rock e MPB, evitando que se torne rotulado e vinculado a um tipo de estilo especificamente.

Este disco de Marcelo Regente possui diversas parcerias, como a do próprio Faustinho, sendo fundamental para o processo de criação do mesmo, adequando diversos estilos.

Faustinho também já gravou muitas composições em diversos períodos, em cidades como Goiânia, Palmas e agora em Jataí. Possui ainda uma banda paralela aos seus shows e àqueles que realiza com Marcelo. Chama-se Mano Hells, que toca clássicos do rock dos anos 80.

Na opinião de vocês, porque caiu tanto o interesse da mídia pelo rock nos últimos anos?

Na verdade, o interesse pelo rock não caiu, já que quem curte continua fiel a este estilo musical. Seja de geração em geração ou até mesmo ouvindo nas ruas, as pessoas ainda ouvem rock. Entretanto, por conta de ser mais fácil hoje em dia gravar e produzir, além do auxílio das redes sociais, surgem muitas coisas boas, mas também muitas ruins. E é neste momento que se torna mais fácil fazer um CD de paródias só para diversão do que um com músicas originais. Além disso, o dinheiro influencia bastante, já que um cantor de pop ou sertanejo vende muito mais e é isso que a gravadora busca.

Já o rock tem o que dizer, tem o porquê estar ali e não faz parte da grande massa.

Produção: Isabella Miranda
Editora: Rosana de Carvalho
Filmagem/Edição: Alex Alves
Fotos: Vânia Santana / Adriana Vilela

Realização: Pn7
Jornalismo Portal PaNoRaMa

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