Produção de carne suína no Brasil supera 5,5 milhões de toneladas e reforça força do setor

Produção de carne suína no Brasil supera 5,5 milhões de toneladas e reforça força do setor
Suinocultura brasileira amplia produção, consumo interno e presença no mercado internacional

A produção de carne suína no Brasil ultrapassou 5,5 milhões de toneladas em 2025, consolidando a suinocultura entre as cadeias mais robustas do agronegócio nacional. Os dados constam no Relatório Anual da Associação Brasileira de Proteína Animal, que aponta manutenção do país entre os maiores produtores e exportadores mundiais da proteína.

Do volume total produzido, 72,99% foram destinados ao abastecimento do mercado interno, enquanto o restante seguiu para exportação. O desempenho reforça o crescimento sustentado da atividade mesmo em um cenário de custos pressionados por milho e farelo de soja, principais componentes da ração animal.

Mercado interno mantém maior parte da produção

Ao longo do ano passado, a produção nacional chegou a 5,592 milhões de toneladas. Segundo o levantamento da Associação Brasileira de Proteína Animal, o consumo doméstico permaneceu como principal destino da proteína, absorvendo quase três quartos de toda a carne suína produzida no país.

O consumo per capita também avançou e atingiu média de 19,1 quilos por habitante ao ano, indicando maior presença da proteína na alimentação dos brasileiros e crescimento da demanda em açougues, supermercados e indústrias alimentícias.

O relatório ainda mostra que o Valor Bruto de Produção da suinocultura alcançou R$ 63,1 bilhões, evidenciando a relevância econômica da cadeia dentro da produção pecuária nacional.

Exportações ampliam presença brasileira no mercado global

No mercado externo, o Brasil embarcou 1,510 milhão de toneladas de carne suína em 2025, volume equivalente a 27,01% de toda a produção nacional. As vendas internacionais geraram receita de US$ 3,6 bilhões e alcançaram 94 países compradores.

Com esse desempenho, o país mantém posição de destaque no comércio global de proteínas animais, sustentado principalmente pelo reconhecimento sanitário e pela ampliação gradual de mercados importadores.

A manutenção do status de livre de Peste Suína Africana continua sendo um dos principais diferenciais competitivos da cadeia, garantindo maior segurança nas negociações internacionais e estabilidade para os frigoríficos exportadores.

Tecnologia e eficiência impulsionam nova fase da atividade

A Associação Brasileira de Proteína Animal destaca ainda que a suinocultura vem ampliando investimentos em eficiência produtiva e sustentabilidade. Entre as tecnologias que ganham espaço estão os biodigestores, utilizados para transformar resíduos da produção em energia e reduzir custos operacionais nas granjas.

Outro fator decisivo segue sendo a integração entre produtor, indústria frigorífica e cadeia logística, modelo que permite maior previsibilidade de oferta e padronização sanitária.

Embora a região Sul concentre a maior parte da produção nacional, estados de outras regiões também acompanham o fortalecimento do setor, diante de uma proteína cada vez mais valorizada no consumo e no comércio exterior.

O avanço confirma a suinocultura como uma das cadeias pecuárias de maior estabilidade no agronegócio brasileiro, sustentada pela combinação entre escala, tecnologia, mercado consumidor e competitividade internacional.

Foto: Reprodução
Jornalismo Portal Pn7

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Redação Portal PaNoRaMa

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