Plantio da primeira safra de feijão chega a 25,1% no Brasil
Avanço supera o ritmo de 2025, mas segue abaixo da média histórica; falta e excesso de chuva dificultam operações em regiões produtoras.
O plantio da primeira safra de feijão 2026/27 alcançou 25,1% da área prevista no Brasil até 23 de outubro, segundo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Na semana anterior, o índice era de 20,9%.
Apesar de superar os 24,5% registrados no mesmo período de 2025, o ritmo permanece abaixo da média de 26,7% observada nas últimas cinco safras.
A distribuição irregular das chuvas é um dos principais fatores que influenciam o andamento dos trabalhos, com condições diferentes entre os estados produtores.
Paraná aproveita períodos sem chuva
No Paraná, a semeadura avança de maneira intermitente, conforme surgem períodos com condições favoráveis para as operações no campo.
A maior parte das lavouras apresenta boas condições, embora existam registros pontuais de perdas relacionadas ao excesso de umidade.
Minas Gerais enfrenta cenários opostos
Em Minas Gerais, o plantio começou e avança rapidamente, mas as condições variam conforme a região.
No Noroeste mineiro, a escassez de chuvas gera preocupação. Já na Zona da Mata e no Sul de Minas, o excesso de precipitações limita as operações de semeadura.
Na Bahia, os trabalhos começaram nas regiões Oeste e Centro-Norte após a ocorrência das primeiras chuvas.
Chuvas favorecem lavouras no Sul
No Rio Grande do Sul, condições climáticas mais estáveis permitiram bom avanço do plantio em diversas regiões. As áreas ainda pendentes concentram-se principalmente no Planalto Superior e em locais com implantação posterior à cultura do tabaco, que seguem um calendário mais tardio.
Em Santa Catarina, as precipitações favoreceram o desenvolvimento inicial das lavouras já implantadas, mas continuam dificultando o avanço das operações de plantio.
Ritmo nacional depende das condições climáticas
O avanço registrado até 23 de outubro colocou o plantio da primeira safra de feijão acima do ritmo observado há um ano. Mesmo assim, o índice nacional permanece abaixo da média histórica das últimas cinco safras.
A continuidade dos trabalhos dependerá das condições climáticas nas próximas semanas, já que a irregularidade das chuvas provoca limitações distintas nas principais regiões produtoras.
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