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Chuvas elevam risco de doenças em vacas leiteiras e prejuízos podem chegar a 98% da margem bruta

O período chuvoso exige atenção redobrada dos produtores de leite com a saúde do rebanho. A umidade e o acúmulo de barro podem favorecer doenças como mastite, infecções nos cascos e leptospirose. Segundo análise da CNA, baseada em dados do Projeto Campo Futuro, os prejuízos anuais com mastite podem variar de R$ 8 mil a R$ 14,4 mil em uma propriedade leiteira típica de Uberlândia (MG), comprometendo de 55% a 98% da margem bruta anual analisada.

Chuvas elevam risco de doenças em vacas leiteiras e prejuízos podem chegar a 98% da margem bruta

O início do período chuvoso exige atenção redobrada dos produtores de leite com a saúde do rebanho. O aumento da umidade, o acúmulo de barro e a maior exposição a agentes infecciosos podem favorecer doenças como mastite, infecções nos cascos e leptospirose, comprometendo o bem-estar dos animais e a produtividade das propriedades.

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Segundo análise da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), baseada em dados do Projeto Campo Futuro, realizado em parceria com o Cepea/ESALQ-USP, diferentes cenários de ocorrência de mastite em uma propriedade leiteira típica de Uberlândia (MG) podem provocar prejuízos anuais entre R$ 8 mil e R$ 14,4 mil. Os valores representam de 55% a 98% da margem bruta anual da propriedade analisada.

A Zoetis, empresa do setor de saúde animal, reforça a importância do manejo preventivo, do monitoramento dos animais e do acompanhamento veterinário durante os meses mais chuvosos.

Mastite pode comprometer a produção de leite

A mastite é uma inflamação da glândula mamária que pode prejudicar a qualidade do leite e provocar perdas econômicas. Durante o período chuvoso, a presença de água e matéria orgânica nas instalações pode aumentar a exposição das vacas a bactérias ambientais, como a Escherichia coli.

O risco é maior em propriedades com áreas de descanso úmidas, drenagem inadequada e falhas nos procedimentos de higiene.

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De acordo com o levantamento citado, a mastite subclínica pode provocar perdas de 0,18 a 0,88 litro de leite por dia, por teto afetado, dependendo do agente causador. Como essa forma da doença não apresenta alterações visíveis no leite ou no úbere, o problema pode passar despercebido e comprometer gradualmente a produção.

“A prevenção e a identificação precoce dos casos são essenciais para reduzir perdas produtivas e preservar a qualidade do leite”, destaca Daniel Miranda, gerente de Produto da linha de Leite da Zoetis Brasil.

A mastite pode se manifestar clinicamente, com alterações no leite, como grumos, e sinais de inflamação no úbere. Na forma subclínica, não há sinais aparentes, o que torna o monitoramento ainda mais importante.

Acompanhamento da contagem de células somáticas (CCS) e exames complementares, quando indicados, ajudam a identificar e monitorar os casos.

Barro e umidade também afetam os cascos

Além da saúde mamária, o excesso de umidade pode favorecer problemas nos cascos, incluindo a dermatite digital, uma infecção bacteriana que provoca lesões dolorosas e dificulta a locomoção dos animais.

Um estudo científico citado no material aponta que vacas com dermatite digital apresentaram redução média de 0,7 quilo por dia na produção de leite, considerando uma medida ajustada pelos teores de gordura e proteína, em comparação com animais saudáveis.

A dificuldade para caminhar também pode afetar o bem-estar e o desempenho produtivo das vacas, reforçando a necessidade de inspeções frequentes e de cuidados com as instalações.

Leptospirose exige medidas de prevenção

A leptospirose é outra preocupação durante o período chuvoso. A transmissão pode ocorrer pelo contato com água, solo ou alimentos contaminados pela urina de animais infectados.

A doença pode causar problemas reprodutivos, incluindo abortos, e também representa risco à saúde humana. Por isso, medidas de biosseguridade e programas de vacinação orientados por médicos-veterinários são importantes para reduzir os riscos.

A maior umidade também pode favorecer determinados parasitas e a proliferação de insetos. O manejo adequado das pastagens, a limpeza das instalações e o monitoramento da saúde dos animais contribuem para diminuir a exposição a agentes causadores de doenças.

Como reduzir os riscos durante o período chuvoso

Entre as principais medidas preventivas estão manter as áreas de descanso limpas e secas, evitar o acúmulo de barro, garantir o escoamento da água da chuva e reforçar os procedimentos de higiene antes e depois da ordenha.

Também é importante observar mudanças no comportamento dos animais, alterações no leite, sinais de inflamação no úbere e dificuldades de locomoção. A identificação precoce permite que o médico-veterinário avalie o quadro e indique as medidas adequadas.

Segundo Daniel Miranda, o produtor deve acompanhar a saúde do rebanho de forma integrada, considerando mastite, problemas nos cascos, doenças infecciosas e parasitoses.

Diagnóstico e tratamento devem ter orientação veterinária

Mesmo com medidas preventivas, doenças podem surgir durante o período chuvoso. O diagnóstico precoce e a escolha do tratamento adequado são fundamentais para reduzir os impactos sobre a saúde e a produtividade dos animais.

A Zoetis informa que dispõe de soluções veterinárias para determinadas indicações, incluindo o Spectramast LC, para o tratamento de mastite clínica em vacas lactantes, conforme as indicações de bula; o Excede, indicado para determinadas infecções, incluindo problemas de casco; e a vacina CattleMaster Gold FP 5/L5, que auxilia na proteção contra leptospirose e determinadas doenças virais dos bovinos.

A utilização de medicamentos e vacinas deve seguir a avaliação do médico-veterinário, as indicações de bula e os períodos de carência aplicáveis.

Com a intensificação das chuvas, o manejo sanitário, a prevenção e o acompanhamento veterinário são medidas importantes para preservar o bem-estar das vacas leiteiras, reduzir perdas produtivas e manter a qualidade do leite.

Fonte: informações da Zoetis Brasil e análise da CNA com base em dados do Projeto Campo Futuro, em parceria com o Cepea/ESALQ-USP.