Operação mira núcleo financeiro de facção e apura movimentação de R$ 320 milhões em Goiás

A Polícia Civil de Goiás deflagrou, nesta quinta-feira (9), uma operação para desarticular o núcleo financeiro de uma organização criminosa com atuação no estado. A ação faz parte da Operação Destroyer e tem como foco integrantes suspeitos de administrar recursos provenientes do tráfico de drogas e de ocultar valores por meio de um complexo esquema de lavagem de dinheiro.
Ao todo, foram cumpridos 36 mandados judiciais, entre eles 15 prisões e 21 mandados de busca e apreensão. A Justiça também determinou o bloqueio e o sequestro de bens e valores que somam até R$ 160 milhões.
Investigação aponta movimentação milionária
Segundo as investigações, o grupo criminoso teria movimentado cerca de R$ 320 milhões em pouco mais de um ano. A apuração identificou um suposto integrante da liderança da facção responsável por coordenar a distribuição de drogas para diferentes células da organização em Goiás.
Além dele, três operadores financeiros são investigados por receber, movimentar e ocultar recursos obtidos com atividades ilícitas utilizando contas bancárias pessoais e empresas de fachada.
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Empresas e fintech estariam entre os mecanismos de lavagem
A Polícia Civil informou que a análise financeira revelou uma estrutura composta por pelo menos sete empresas utilizadas para movimentar recursos ilícitos. As investigações também apontam que uma empresa do setor financeiro ligada ao principal investigado teria sido utilizada para receber parte dos valores provenientes do tráfico de drogas.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam veículos, aparelhos celulares, computadores, documentos e porções de drogas que poderão contribuir para o andamento das investigações.
Operação é desdobramento de investigação anterior
De acordo com a Polícia Civil, a Operação Destroyer é resultado de investigações iniciadas na Operação Reincidentes, realizada em 2025, que desarticulou uma célula da organização criminosa responsável pelo comércio ilegal de drogas e armas na região sul de Goiânia.
As investigações continuam para identificar outros envolvidos e aprofundar o rastreamento do patrimônio supostamente adquirido com recursos oriundos de atividades criminosas.
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