Colunista: Jackelyne Dutra – CRMV-GO 05767

O atendimento obstétrico a cadelas para diagnóstico de gestação, gestantes ou em distocia (dificuldades no parto) é bastante frequente por parte do clínico veterinário de animais de companhia.

Cadelas de várias raças podem ser acometidas por distocia, e em especial as das raças braquicefálicas. O exame adequado da cadela em distocia é fundamental para a decisão sobre qual o tratamento a ser empregado.

O primeiro estágio do parto, que é o de contrações e diminuição de temperatura corporal da mãe, dura em média 6 a 12 horas, podendo se estender por até 36 horas em cadelas primíparas e nervosas, sem comprometimento para os fetos. No segundo estágio a cérvix dilata e há expulsão do feto, podendo chegar ate 24 horas, sem afetar os fetos.

O terceiro estagio é caracterizado pela expulsão das placentas. Em fêmeas multíparas, como as cadelas, normalmente deve ocorrer a expulsão placentária alguns minutos após a saída do feto. Assim sendo, até que ocorra a expulsão do último feto, o 2º e o 3º estágios do parto se intercalam. Não existe um intervalo constante entre o nascimento dos filhotes, mas o ideal é que não seja superior a duas horas.

De uma maneira geral, o parto pode se completar de 6 a 48 horas em cadelas.

O parto anormal (distocia) ocorre quando há falha em iniciar o parto no momento correto, ou quando há problema na expulsão normal dos fetos, uma vez que o parto tenha iniciado.

Vários fatores maternos e fetais podem contribuir para a distocia em cadelas. Fatores como: inercia uterina ou fadiga; fetos muito grandes; cadelas idosas ou obesas; ruptura ou torção uterina; desenvolvimento de fetos anormais; morte fetal; administração de vacinas anti-cio; ausência de desencadeamento do parto, entre outros.

A cesárea está indicada em casos em que a manipulação fetal não é possível, quando o uso de drogas ecbólicas não resulta em contrações produtivas, a cesariana é a única forma de salvar os filhotes. Essa intervenção deve ser realizada também antes que ocorra fadiga da fêmea em trabalho de parto ou haja sofrimento fetal.

Está indicada também para pacientes com parto excessivamente longo, sinais de endotoxemia ou septicemia, em casos de morte fetal com putrefação, ou quando há antecedentes de distocia. A cirurgia deve ser rápida para que ocorra mínimo comprometimento fetal.

A realização de OSH (ovariosalpingohisterectomia) concomitantemente à cesariana está indicada quando há comprometimento da integridade uterina, em casos de fetos macerados ou pútridos, ou quando o proprietário deseja castrar o animal.

Como métodos preventivos de distocias, deve-se prover à cadela adequada nutrição na gestação e na lactação, evitando a superalimentação, prevenir situações de estresse e tratar problemas como mastite ou metrite. Ter um acompanhamento veterinário antes e durante a gestação é extremamente importante.

Colunista: Jackelyne Dutra – CRMV-GO 05767
Jornalismo Portal Panorama
Foto Capa: Internet

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