Novo padrão para DDG pode abrir mercados e fortalecer o etanol de milho

O governo federal deu mais um passo para fortalecer a cadeia do etanol de milho ao estabelecer, pela primeira vez, um padrão oficial de identidade e qualidade para o DDG (grãos secos de destilaria), um dos principais coprodutos gerados na produção do biocombustível. A medida foi anunciada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) durante o lançamento do Plano Safra 2026/2027.
A nova regulamentação define critérios técnicos para identidade, qualidade, classificação e rotulagem do DDG e de outros coprodutos provenientes das biorrefinarias de milho e de cereais amiláceos destinados à alimentação animal. Segundo o governo, a padronização aumenta a segurança jurídica, fortalece a fiscalização e oferece maior previsibilidade para produtores, indústrias e compradores.
O DDG é amplamente utilizado na formulação de rações para bovinos, aves e suínos devido ao seu elevado teor de proteína e energia. Com regras oficiais de qualidade, o produto tende a ganhar mais credibilidade no mercado nacional e internacional, reduzindo barreiras comerciais e ampliando as oportunidades de exportação.
A regulamentação também acompanha o crescimento da indústria brasileira de etanol de milho, especialmente na região Centro-Oeste, onde estados como Goiás e Mato Grosso concentram importantes investimentos no setor. A expectativa é que a padronização contribua para agregar valor aos coprodutos da cadeia, aumentar a competitividade do agronegócio brasileiro e impulsionar novos negócios no mercado externo.
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