Plano Safra reduz juros para produção orgânica e fortalece agricultura familiar

Plano Safra reduz juros para produção orgânica e fortalece agricultura familiar

Os agricultores familiares que investem na produção orgânica e em sistemas agroecológicos terão acesso a condições mais vantajosas de financiamento no novo Plano Safra 2026/2027. O Governo Federal anunciou a redução das taxas de juros para operações de custeio destinadas a essas modalidades de produção, reforçando o incentivo à agricultura sustentável.

Pelas novas regras, os financiamentos de custeio para produtos orgânicos, agroecológicos e da sociobiodiversidade passam a contar com juros de 1% ao ano, uma das menores taxas disponíveis dentro do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). A medida busca estimular a produção de alimentos com menor impacto ambiental e ampliar a oferta de produtos sustentáveis ao consumidor.

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Além da redução dos juros, o Plano Safra também ampliou o limite de financiamento do Pronaf Bioeconomia, que passou de R$ 250 mil para R$ 450 mil em projetos voltados à silvicultura, sistemas agroflorestais e outras iniciativas ligadas ao uso sustentável dos recursos naturais.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, desde 2023 mais de R$ 2 bilhões já foram destinados ao financiamento de projetos agroecológicos por meio das diferentes linhas do Pronaf. A expectativa é que as novas condições ampliem ainda mais os investimentos em tecnologias sustentáveis e fortaleçam a agricultura familiar em todas as regiões do país.

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O novo Plano Safra também contempla incentivos para mecanização, irrigação, armazenagem, conectividade no campo e aquisição de equipamentos, com taxas reduzidas para investimentos considerados estratégicos para o aumento da produtividade e da competitividade das pequenas propriedades rurais.

Para especialistas, o incentivo financeiro representa um passo importante para ampliar a adoção de sistemas produtivos que conciliam geração de renda, preservação ambiental e segurança alimentar. Em estados com forte presença da agricultura familiar, como Goiás, a medida pode favorecer a diversificação da produção e fortalecer mercados voltados aos alimentos orgânicos.

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Gessica Vieira

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