A Faculdade de Educação da UFG divulga nota manifestando repúdio à prática de militarização da educação pública goiana

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Inauguração do Cpmg Nestório Ribeiro (14/02/2014) - FOTO: Site PaNoRaMa
Inauguração do Cpmg Nestório Ribeiro (14/02/2014) – FOTO: Site PaNoRaMa

Nesta segunda-feira (10), foi divulgada pela UFG, no site FE (Faculdade de Educação), uma nota em favor da escola pública no Estado de Goiás. Na mesma, a faculdade manifesta publicamente o seu repúdio a toda e qualquer prática de militarização da educação pública goiana, afirmando preocupação com as matérias recentemente publicadas em diferentes meios de comunicação, as quais noticiam a ampliação do número de escolas públicas geridas pela Secretaria da Segurança Pública/Polícia Militar (SSP/PM) no estado de Goiás.

De acordo com o documento, conforme as matérias referidas, o Governo de Goiás, com o intuito de reduzir a violência, passará a administração das escolas públicas para a SSP/PM, ao todo serão mais de dez escolas em diferentes cidades do Estado de Goiás, com mais de 4.732 vagas no ano de 2014. Dessa forma, o governo de Marconi Perillo delegará a responsabilidade de dezesseis escolas públicas, (sendo que já existem seis) à Secretaria da Segurança Pública por meio da Polícia Militar do Estado de Goiás.

Segundo o noticiado, para se manter em uma escola dirigida pela PM, cada aluno deverá pagar a matrícula, no valor de R$ 100,00 e uma mensalidade no valor de R$ 50,00. As famílias dos alunos deverão custear também o  material didático  ­ valor  de dois livros: R$  300,00  e  o uniforme (de motivos militares, incluindo os  sapatos), adquiridos  fora do estabelecimento escolar e que podem chegar a até R$ 600.

A nota questiona o fato relacionado acima e também destaca fatores a respeito da política governamental que amplia o número de escolas públicas geridas pela PM, da responsabilidade de garantia e provimento do ensino público que é de responsabilidade da Secretaria Estadual de Educação do Estado de Goiás (SEE/GO), dando ênfase ao Ensino Médio.

Outros fatores importantes mencionados na nota estão relacionados à segurança, violência, pagamento de taxas, compra de livros e uniformes em uma instituição pública, a diferenciação que o processo de militarização estabelece entre as escolas públicas do Estado de Goiás, às condições necessárias para se manter uma escola pública, entre vários outros pontos de imensa importância, não deixando de lado as consequências de tais equívocos.

Para conferir a nota clique aqui.

 

Nayara Borges de L. T. Moraes – Site PaNoRaMa

 

3 thoughts on “A Faculdade de Educação da UFG divulga nota manifestando repúdio à prática de militarização da educação pública goiana

  1. Podem dizer o que quiser sobre a escola militar, mas a escola citada neste artigo mudou da água pro vinho e por que não dizer de melhor qualidade, hoje não vemos mais nas ruas perto de nossas casas a bagunça de meninos(as) agindo como se fossem animais no cio, passamos na porta próxima a escola e não vemos casais de crianças fazendo sexo em plena luz do dia, apoio essa ideia de que as escolas públicas deviam ser regidas pelo militares, já que o nosso ensino e não digo só o de Goiás como o do Brasil, está banalizado e nos piores índices nacionais e estrageiros, que comprovam a deficiência do ensino e da educação de nossos jovens.

  2. A UFG questionando gratuidade? Tente cursar na referida universidade sem ter que gastar com Xérox de livros, ou com transporte público para chegar até o campus Jatobá e assistir a uma aula. Várias pessoas já desistiram de estudarem nessa instituição mascarada como pública pois não possuíam recursos financeiros para chegar ao a conclusão do curso. Acorda UFG. Gratuidade no Brasil não existe. E se o modelo Militar vos incomoda tanto, é porque ministrar uma aula para seres pensantes incomoda, diferente dos que estão sendo literalmente vomitados em nossa sociedade, desprovidos de conhecimento, civismo e cidadania. Pena a UFG não ser gerida pelo exército… Já pensou no avanço que seria?

    1. Concordo com este comentário, pois sou estudante da UERJ, e tenho muitas dificuldades com passagens e xerox e ainda os dias que gasto passagem e quando chego na faculdade não tem aula por diversos motivos. Quanto as escolas serem dirigidas por militares, achei ótimo. Assisti o vídeo com relatos de diretores, funcionários, de pais de alunos e o mais importante dos alunos que estão recebendo doutrinas para retomar uma boa formação de cidadão social, pois com tantas leis que nossos parlamentares ficam criando descaracterizando todas as regras e bons costumes que nos trouxeram até aqui, como por exemplo a família que está sendo destruída por estes novos moldes, ainda que haja discussão sobre pagamentos de mensalidade, digo que não tem como fazer um omelete sem quebrar ovos. Parabéns a essa iniciativa do governo de Goiás, e que sirva de exemplo para outros estados.

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