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Não é só setembro: Precisamos falar sobre suicídio e saúde mental

Não é só em setembro que seu amigo tem crises de ansiedade, não é só em setembro que aquela conhecida não consegue ir trabalhar por causa da depressão, não é só em setembro que o filho da vizinha pensa em se matar. Não...

Navegando pelas redes sociais nos últimos dias, fui bombardeada por inúmeras postagens tematizando o Setembro Amarelo, mês de prevenção ao suicídio.

Não é que a iniciativa não seja válida, longe de mim ser contra isso. Mas temos que nos lembrar de uma coisa muito importante, não é só setembro.

Não é só em setembro que seu amigo tem crises de ansiedade, não é só em setembro que aquela conhecida não consegue ir trabalhar por causa da depressão, não é só em setembro que o filho da vizinha pensa em se matar. Não.

Esse mês que pintaram de amarelo serve pra lembrar que precisamos ficar atentos com a nossa saúde mental e com a saúde mental das pessoas que amamos ao nosso redor, o tempo todo.

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), 800 mil pessoas tiram a própria vida por ano no mundo.

Pausa. 800 mil.

Espero que você, assim como eu quando me deparei com esse número, tenha ficado um pouquinho mais pensativo. É muito mais comum do que se imagina. Muito mais.

E o pior, entre jovens. Esses mesmos que deveriam ser os mais cheios de energia.

Ainda de acordo com a OMS, mais de 95% dos casos de suicídio estão associados a distúrbios mentais. E 60% nunca se consultou com um profissional de saúde mental.

Ninguém fala muito sobre isso. Sobre suicídio, sobre saúde mental, sobre ansiedade, sobre depressão e n outros. A nossa sociedade está doente.

Mas a questão é que, o filho da vizinha, seu amigo, ou o fulano, não falam por medo. Medo de serem julgados, recriminados, de considerarem algo tão sério “mimimi”.

Não só em setembro, devemos ficar ligados nos sinais. Se você percebeu que alguém está se isolando, se tem algum comportamento diferente, problemas com alimentação ou está deixando de fazer algo que gostava, pode ser indício de que a pessoa precisa de ajuda e não sabe como pedir.

Uma pessoa pensando em se matar é como uma panela de pressão, sofrendo com diversos tipos de pressão simultaneamente. Conversar sobre pode ser uma ótima válvula de escape, evitando que algo pior aconteça.

Só que, veja bem, ouvir a dor do outro pode ser um gatilho para você. Então, sempre que possível, indique um ouvido treinado, de um profissional da saúde mental.

Aqui em Jataí, temos diversos profissionais extremamente competentes nessa área. E inclusive, que oferecem tratamento gratuito pela Universidade Federal de Jataí.

Procure ajuda. Ajude. Não julgue. Não reprima. Não ignore. Não só em setembro.

Larissa Pedriel
Foto Capa: Internet
Jornalismo Portal Panorama
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