Mudança de humor no Agronegócio

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Segundo a Fiesp, Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, e a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), o índice de confiança do agronegócio (IC Agro) caiu 10,9 pontos no segundo trimestre deste ano. Este índice, que vai de uma escala de 0 a 200, agora mede 91,8, sendo que no trimestre anterior o valor era de 102,7. De acordo com o Departamento de Agronegócio (Deagro), este setor era o único que resistia ao pessimismo da economia brasileira.

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Para se ter uma noção, todos os elos da cadeia produtiva apresentaram variação negativa, sendo que o pré-porteira caiu 7,8 pontos e o pós-porteira 19,8 pontos. Em relação à indústria pré-porteira, ou seja, aquela de insumos e nutrição animal, por exemplo, o indicador saiu de 85,8 para 84,3 pontos. De acordo com a Fiesp, o pessimismo com a economia atinge todos os setores industriais e até mesmo revendas e bancos seguem de forma menos confiantes quanto ao futuro dos negócios. Um exemplo é o setor de máquinas e implementos em que a recuperação das vendas foi menor do que a esperada. Já o mesmo não ocorreu com a sondagem de investimentos feita pelos produtores, o que pode indicar possibilidade de recuperação no segundo semestre.

Já a indústria pós-porteira, como logística, tradings e empresas processadoras, o índice teve maior queda, indo de 108,7 para 88,9 pontos. Segundo especialistas, isto se deve ao fato da queda da taxa de câmbio e a desaceleração da economia, enfraquecendo a demanda dos produtos finais do agronegócio, como por exemplo, alimentos e biocombustíveis.

Outro índice que chama atenção é a confiança do produtor pecuário, que subiu de 93,7 para 98,1 pontos no segundo trimestre e ajudou a segurar a queda no índice do agronegócio como um todo, visto que a confiança do produtor agrícola caiu 6 pontos, passando a ser de 92,2. O otimismo dos pecuaristas engloba tanto a pecuária de corte como a de leite e deve-se principalmente ao menor custo de produção devido aos preços mais baixos dos grãos. Já para os produtores agrícolas, a queda do índice foi influenciada principalmente pelos produtores de cana de açúcar e laranja e também pelos custos mais altos de produção.

Entretanto, segundo a Fiesp, apesar do pessimismo, alguns setores como tecnologia e custeio, máquinas e equipamentos, gestão de pessoas e infraestrutura, sofreram poucas alterações de investimentos, seguindo conforme períodos anteriores.

Rosana de Carvalho / Foto: Alex Alves – Site PaNoRaMa

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