Lucratividade com a integração pecuária-floresta

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Este investimento pode gerar para o produtor rural até R$ 1,4 mil por hectare por ano, de acordo com especialistas na área de integração pecuária-floresta, e a vantagem vai além da rentabilidade econômica.

CAT- Agro

O sistema silvipastoril pode ser implantado numa área de no mínimo 5 hectares e além de contribuir de maneira financeira, ajuda também na recuperação de pastagens degradadas. Este tipo de integração dinamiza a propriedade rural e minimiza os riscos econômicos e ambientais, pois além de fazer com que o produtor domine diversas áreas do agronegócio ainda o estimula ao empreendedorismo. Seus benefícios são extensos e possibilitam, por exemplo, a redução do uso de agrotóxicos, aberturas de novas áreas para fins agropecuários e aumento da biodiversidade e controle de processos erosivos, pois mantem a cobertura do solo.

Dessa forma, apesar de ser um investimento em que o lucro é gerado com um prazo em torno de 5 anos, é considerado seguro e outros benefícios já são vistos mais de imediato, como a melhora do solo. Vale destacar outro tipo de integração que também vem se consolidando como alternativa de produção mais rentável e ecologicamente sustentável, que é a integração lavoura-pecuária-floresta, que vem sendo bastante utilizada em regiões do Mato Grosso e também aqui em Goiás. Em algumas fazendas é implantada em um pasto por ano e a área pode ser dividida em espaços menores. Depois, plantam-se as mudas de eucalipto, por exemplo, juntamente com a lavoura de soja e na próxima safra, utiliza o milho e o capim. A implantação da lavoura segue até o momento em que as mudas alcançarem tamanho e espessura que suportem a presença do gado, este período é em torno de um ano e quatro meses e em certas propriedades pode-se ter cerca de 650 mudas por hectare, mas este valor é variável de acordo com o perfil de cada fazenda. Já em relação aos pastos, são adubados anualmente e ganham descanso de 30 dias no início do período chuvoso.

A importância desse sistema vem contribuindo inclusive com a queda do desmatamento na região amazônica. De acordo com o instituto Imazon, em 2004, a taxa anual de desmatamento da Amazônia era de 27.700 quilômetros quadrados, já em 2011 este número caiu para 6.200 quilômetros quadrados, ou seja, uma redução de 77%, graças a integrações como estas.

Rosana de Carvalho – Site PaNoRama

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