Uso excessivo de telas aumenta alerta para miopia em crianças e adolescentes

Uso excessivo de telas aumenta alerta para miopia em crianças e adolescentes
Especialistas recomendam limitar o tempo diante das telas e estimular pelo menos duas horas diárias de atividades ao ar livre.

Especialistas recomendam pelo menos duas horas diárias de atividades ao ar livre e estabelecem limites de exposição às telas de acordo com a idade

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O aumento do tempo que crianças e adolescentes passam diante de celulares, tablets, computadores e outras telas está no centro de um novo alerta de especialistas sobre a saúde dos olhos e o avanço da miopia entre os mais jovens.

A Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOP) e o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) lançaram uma cartilha com orientações para famílias, escolas e profissionais de saúde. O material relaciona o problema tanto ao uso excessivo de telas quanto à baixa exposição à luz natural.

A recomendação central é estimular crianças e adolescentes a passarem pelo menos duas horas por dia ao ar livre, incluindo brincadeiras, caminhadas, esportes e outras atividades em contato com ambientes externos.

A exposição à luz natural é apontada pelos especialistas como um fator de proteção contra a progressão da miopia.

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Quanto tempo de tela é recomendado para cada idade?

Uma das principais orientações é estabelecer limites de acordo com a faixa etária.

Para crianças menores de 2 anos, a recomendação é não utilizar telas. Entre 2 e 5 anos, o limite indicado é de até uma hora por dia.

Para crianças de 5 a 10 anos, a orientação é de até duas horas diárias. Já entre 10 e 18 anos, o limite indicado pelos especialistas é de até três horas por dia.

Os limites levam em consideração que, quanto menor a criança, maior é a vulnerabilidade do sistema visual ainda em formação.

Além de controlar o tempo total, os especialistas recomendam pausas regulares durante atividades realizadas de perto, distância adequada dos dispositivos e cuidados com a proteção solar durante atividades externas.

Atividades ao ar livre ajudam a proteger a visão

A orientação para passar mais tempo fora de ambientes fechados não depende necessariamente da prática de uma atividade específica.

Brincar, caminhar ou praticar esportes são alternativas que ajudam a aumentar o contato com a luz natural e, ao mesmo tempo, reduzem o período em que os olhos permanecem focados a curta distância.

O problema não está relacionado apenas ao aparelho utilizado. A preocupação também envolve o longo período dedicado a atividades de perto e a redução do tempo passado em ambientes externos.

Cartilha será distribuída pelo país

As orientações fazem parte da cartilha “Mais Tempo ao Ar Livre, Mais Saúde para os Olhos”, apresentada durante o 70º Congresso Brasileiro de Oftalmologia, realizado em Salvador.

O material é direcionado a pacientes, familiares, profissionais e instituições das áreas de saúde e educação e deverá ser distribuído para secretarias de Saúde e Educação de todo o Brasil.

Durante o congresso, a quinta edição do Projeto Pequenos Olhares também realizou atendimentos em aproximadamente mil crianças e adolescentes.

A iniciativa contou com médicos voluntários, consultas, exames para diagnóstico e distribuição gratuita de óculos para crianças e adolescentes que necessitavam de correção visual.

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Isabelle Sousa de Assis

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