22 de fevereiro de 2024
Os estudantes bloquearam a entrada do Campus com cartazes e barragens, reivindicando melhorias na rodovia quanto ao retorno

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Os estudantes bloquearam a entrada do Campus com cartazes e barragens, reivindicando melhorias na rodovia quanto ao retorno.
Os estudantes bloquearam a entrada do Campus com cartazes e barragens, reivindicando melhorias na rodovia quanto ao retorno.

Na manhã desta quinta-feira (20), foi iniciada desde as 6 e 30 da manhã uma manifestação/paralisação, dos universitários dos cursos da UFG na BR 364 onde liga o Campus Jatobá.

A manifestação foi organizada pelo Centro Acadêmico do Curso de Direito que solicitou e realizou uma Assembleia Geral na noite desta quarta-feira (19), por volta das 19h no Campus Riachuelo. A assembleia foi aberta a todos os estudantes de todos os cursos da UFG e foi discutida entre os universitários e professores em relação às ações a serem tomadas pelos alunos para solucionar a precariedade da rodovia, entre outras pautas.

Os estudantes bloquearam a entrada do Campus com cartazes e barragens, reivindicando melhorias na rodovia quanto ao retorno, falta de iluminação e de fiscalização eletrônica para controlar a velocidade, vegetação invadindo a pista e obstruindo a visão dos motoristas e principalmente em relação à descabida distância de retorno desde a saída da UFG até o viaduto na BR 364 de volta em direção à entrada da cidade. Os mesmos buscam através deste ato providências a serem tomadas pelo poder público.

Thiago Silva, do Curso de Direito, explicou em entrevista à nossa equipe, que entre todos os problemas gerais, o maior foi a estudante ter optado pelo retorno, por pensar ser mais viável, mas destacou que além deste, há uma série de fatores perigosos até o viaduto e ela apenas teve que escolher arriscar a vida por um caminho ou outro.

Na verdade a nossa manifestação não está sendo feita para economizar tempo ou dinheiro. Os problemas são vários, por exemplo: se você passar pelo viaduto durante a noite é muito maior o perigo, tanto em termos de competição de velocidade na descida contra veículos longos, visibilidade e o fato de a maior parte dos veículos são de porte grande, de transporte de grãos, e o farol alto ofusca sua visão fazendo com que você não consiga enxergar absolutamente nada durante o percurso. Nós temos problemas com chuvas, que atrapalham também por que as carretas lançam lama nas viseiras e não é possível enxergar nada, são altas velocidades e se você não acompanhar os veículos na velocidade, eles simplesmente passam por cima e dentre esses há muitos outros problemas”, relatou o estudante .

O universitário ainda informou que o que estão reivindicando é a solução para os problemas reais e estruturais que os mesmos enfrentam diariamente. E que a opção da moça não foi uma opção para ganhar tempo ou uma opção imprudente, foi apenas uma opção de escolha de onde ela iria arriscar a vida dela.

Quando resolveram mudar o local de retorno, de forma alguma, a universidade e os alunos foram informados de que o retorno estava sendo mudado para o viaduto. Tanto da entrada nova da faculdade quanto das alterações de retorno, nem os universitários ou corpo docente e a comunidade jataiense nunca foram informados sobre as alterações, e essa reivindicação não é apenas dos estudantes da UFG, mas também da comunidade, pois tem um setor chamado Estrela Dalva que passa pelas mesmas dificuldades de mobilidade que passamos aqui em cima. O DNIT e os demais órgãos responsáveis, simplesmente fizeram as alterações, inclusive quando o primeiro retorno foi alterado para o segundo além de não termos sido informados o pior foi que, quando eles começaram a liberar o acesso ao viaduto, simplesmente bloquearam com tubulações de esgoto o retorno primário, e não havia nenhuma sinalização, com isso vários estudantes quase sofreram acidentes chegando a frear a moto bruscamente porque se deparavam com o acesso bloqueado, então fomos descobrindo à medida que eles foram fazendo as obras. Não houve nenhuma comunicação prévia, nem um aviso, muito menos sinalização. Nós ficamos mais de 6 meses com essa rodovia totalmente preta, sem nenhuma sinalização nem vertical nem horizontal, ou seja, do momento em que a gente tinha nossas visões ofuscadas ou em períodos de chuva não tínhamos nenhum norte, vários estudantes chegaram a sair fora da rodovia”, destacou o aluno Thiago.

Nayara Borges / Fotos: Vânia Santana – Site PaNoRama

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