Manifestação de universitários da UFG está sendo realizada no Campus Jatobá reivindicando melhorias na rodovia

Manifestação de universitários da UFG está sendo realizada no Campus Jatobá reivindicando melhorias na rodovia

20 de março de 2014 0 Por Redação Portal PaNoRaMa

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Os estudantes bloquearam a entrada do Campus com cartazes e barragens, reivindicando melhorias na rodovia quanto ao retorno.

Os estudantes bloquearam a entrada do Campus com cartazes e barragens, reivindicando melhorias na rodovia quanto ao retorno.

Na manhã desta quinta-feira (20), foi iniciada desde as 6 e 30 da manhã uma manifestação/paralisação, dos universitários dos cursos da UFG na BR 364 onde liga o Campus Jatobá.

A manifestação foi organizada pelo Centro Acadêmico do Curso de Direito que solicitou e realizou uma Assembleia Geral na noite desta quarta-feira (19), por volta das 19h no Campus Riachuelo. A assembleia foi aberta a todos os estudantes de todos os cursos da UFG e foi discutida entre os universitários e professores em relação às ações a serem tomadas pelos alunos para solucionar a precariedade da rodovia, entre outras pautas.

Os estudantes bloquearam a entrada do Campus com cartazes e barragens, reivindicando melhorias na rodovia quanto ao retorno, falta de iluminação e de fiscalização eletrônica para controlar a velocidade, vegetação invadindo a pista e obstruindo a visão dos motoristas e principalmente em relação à descabida distância de retorno desde a saída da UFG até o viaduto na BR 364 de volta em direção à entrada da cidade. Os mesmos buscam através deste ato providências a serem tomadas pelo poder público.

Thiago Silva, do Curso de Direito, explicou em entrevista à nossa equipe, que entre todos os problemas gerais, o maior foi a estudante ter optado pelo retorno, por pensar ser mais viável, mas destacou que além deste, há uma série de fatores perigosos até o viaduto e ela apenas teve que escolher arriscar a vida por um caminho ou outro.

Na verdade a nossa manifestação não está sendo feita para economizar tempo ou dinheiro. Os problemas são vários, por exemplo: se você passar pelo viaduto durante a noite é muito maior o perigo, tanto em termos de competição de velocidade na descida contra veículos longos, visibilidade e o fato de a maior parte dos veículos são de porte grande, de transporte de grãos, e o farol alto ofusca sua visão fazendo com que você não consiga enxergar absolutamente nada durante o percurso. Nós temos problemas com chuvas, que atrapalham também por que as carretas lançam lama nas viseiras e não é possível enxergar nada, são altas velocidades e se você não acompanhar os veículos na velocidade, eles simplesmente passam por cima e dentre esses há muitos outros problemas”, relatou o estudante .

O universitário ainda informou que o que estão reivindicando é a solução para os problemas reais e estruturais que os mesmos enfrentam diariamente. E que a opção da moça não foi uma opção para ganhar tempo ou uma opção imprudente, foi apenas uma opção de escolha de onde ela iria arriscar a vida dela.

Quando resolveram mudar o local de retorno, de forma alguma, a universidade e os alunos foram informados de que o retorno estava sendo mudado para o viaduto. Tanto da entrada nova da faculdade quanto das alterações de retorno, nem os universitários ou corpo docente e a comunidade jataiense nunca foram informados sobre as alterações, e essa reivindicação não é apenas dos estudantes da UFG, mas também da comunidade, pois tem um setor chamado Estrela Dalva que passa pelas mesmas dificuldades de mobilidade que passamos aqui em cima. O DNIT e os demais órgãos responsáveis, simplesmente fizeram as alterações, inclusive quando o primeiro retorno foi alterado para o segundo além de não termos sido informados o pior foi que, quando eles começaram a liberar o acesso ao viaduto, simplesmente bloquearam com tubulações de esgoto o retorno primário, e não havia nenhuma sinalização, com isso vários estudantes quase sofreram acidentes chegando a frear a moto bruscamente porque se deparavam com o acesso bloqueado, então fomos descobrindo à medida que eles foram fazendo as obras. Não houve nenhuma comunicação prévia, nem um aviso, muito menos sinalização. Nós ficamos mais de 6 meses com essa rodovia totalmente preta, sem nenhuma sinalização nem vertical nem horizontal, ou seja, do momento em que a gente tinha nossas visões ofuscadas ou em períodos de chuva não tínhamos nenhum norte, vários estudantes chegaram a sair fora da rodovia”, destacou o aluno Thiago.

Nayara Borges / Fotos: Vânia Santana – Site PaNoRama