Mãe de queimada em bronzeamento lamenta: ‘Só salvaram rosto e mãos’

Mãe de queimada em bronzeamento lamenta: ‘Só salvaram rosto e mãos’

10 de março de 2014 0 Por Alex Alves

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A estudante de biologia Monalisa Lombardi, de 19 anos, é uma das vítimas que sofreram queimaduras após uma sessão de bronzeamento em Jataí. (Foto: Arquivo pessoal)

A estudante de biologia Monalisa Lombardi, de 19 anos, é uma das vítimas que sofreram queimaduras após uma sessão de bronzeamento em Jataí. (Foto: Arquivo pessoal)

A estudante de biologia Monalisa Lombardi, de 19 anos, é uma das vítimas que sofreram queimaduras após uma sessão de bronzeamento em Jataí. Ela está internada no Pronto Socorro para Queimaduras, na capital, com aproximadamente 73% do corpo queimado com lesões de 2º grau. Segundo a unidade de saúde, a estudante tem estado de saúde estável e deverá passar por cirurgia. “Só salvaram o rosto e as mãos”, lamenta a mãe da vítima, a cobradora Mônica Lombardi.

A mãe contou que Monalisa já tinha o costume de fazer as sessões e há dois anos frequentava o salão. Depois de passar pelo bronzeamento, no domingo (2), ela já começou a sentir os sintomas.

No domingo mesmo, começou a sentir, mas semelhante ao que já sentia outras vezes. Na segunda-feira foi piorando e ela ligou para a mulher [dona do salão], que indicou um creme pra ela passar. Na terça-feira ela já nem conseguia se mexer mais, as bolhas foram vindo à tona”, relata Mônica.

Segundo a mãe, a jovem novamente recorreu à dona do salão, que a levou até um dermatologista. “Quando o dermatologista viu a gravidade nem quis pôr a mão, já encaminhou ela para o hospital”.

Campanha

Amigos da vítima pedem, pelas redes sociais, ajuda financeira para o tratamento de Monalisa. “O médico deu previsão de pelo menos 30 dias internada e o hospital pede que leve fraldas descartáveis, frutas, água de coco. Eu preciso do dinheiro tanto para ela, quanto para me manter aqui”, afirma mãe dela, a cobradora Mônica Lombardi.

A mãe foi acolhida na casa de apoio Núcleo Intensivo de Solidariedade, no Setor Sul, mas não sabe até quando poderá se manter lá. “Estou praticamente só com a roupa do corpo”, conta.

Queimaduras

Monalisa é uma das quatro vítimas que sofreram queimaduras após a sessão de bronzeamento. Outras duas tiveram queimaduras de 1º e 2º graus e foram internadas no Centro Médico de Jataí. Elas tiveram alta no domingo (9).

A Central de Regulação da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia informou que a outra vítima passou pelo Pronto Socorro de Queimaduras e foi transferida à Unidade de Pronto Atendimento do Residencial Itaipu (UPA), onde aguarda uma vaga no hospital especializado em queimaduras.

Uma das vítimas relatou que, durante o procedimento, foi aplicado um produto que ela desconhecia. “Tem muito tempo que eu bronzeio com ela [com a dona do salão]. A gente foi, como de costume, e ela passou os produtos que costumava passar. Só que aí ela usou um produto novo, um óleo de coco com canela. Aí ela colocou em uma bombinha com água e toda hora borrifava na gente”, conta uma das vítimas, que não quis se identificar.

A mulher afirma que os sintomas começaram a aparecer na terça-feira (4). “Na hora, nem deu reação nenhuma. Depois de dois dias, começou a dar bolhas e foi ficando queimado”, diz. Outra vítima, que também preferiu não ser identificada, afirma que nela as lesões apareceram no mesmo dia da sessão. “Em mim, começou a dar reação no mesmo dia, começou a ficar avermelhado e ardência na pele. No outro dia que saíram as bolhas”, relata. Ela teve queimaduras nas pernas, costas e seios.

A dona do salão não informou qual produto foi usado, entretanto, afirma que usa o mesmo material há dois anos. Ela disse ainda que não sabe o que pode ter provocado as queimaduras. A Polícia Civil de Jataí afirmou que vai abrir um inquérito para investigar o caso.

A Vigilância Sanitária deu prazo de até terça-feira (11) para que a dona do estabelecimento apresente os produtos usados nas sessões de bronzeamento. Segundo a Vigilância, o local não tem licença para funcionar e pode ser interditado. “Ele funciona em uma residência, é clandestino. Do ponto de vista higiêncio e sanirtário, não pode funcionar em residência, tem que ter um local apropriado, adequado, que ofereça as condições ideais para essa atividade“, afirma a coordenadora da Vigilância Sanitária de Jatái, Kelle Melo.

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Luísa Gomes – Do G1 GO