Goiás é o 5º estado com mais mortes no trânsito ligadas ao álcool, aponta levantamento

Goiás é o 5º estado com mais mortes no trânsito ligadas ao álcool, aponta levantamento

Goiás ocupa a quinta posição entre os estados brasileiros com maior taxa de mortes no trânsito relacionadas ao consumo de álcool. O dado é do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool, que aponta índice de 8,9 óbitos por 100 mil habitantes no estado — número superior à média nacional.

De acordo com o levantamento, o Brasil registrou, em 2024, uma taxa de 6,2 mortes por 100 mil habitantes em acidentes de trânsito envolvendo o uso de álcool. Trata-se do maior índice desde 2016, quando a taxa foi de 6,4, indicando uma reversão na tendência de queda observada nos cinco anos anteriores à pandemia.

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No ranking nacional, Goiás aparece atrás de estados como Tocantins, que lidera com 13,4 mortes por 100 mil habitantes, seguido por Piauí (12,1), Mato Grosso (11,1) e Rondônia (10,9). Ao todo, 18 unidades da federação apresentam índices acima da média nacional.

O país contabilizou 13.075 mortes em 2024, um aumento de 6,2% em relação ao ano anterior, com base em dados do DataSUS.

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Especialistas apontam que o crescimento da frota de motocicletas pode estar entre os fatores que explicam a alta recente. Desde a pandemia, o número de motos no Brasil passou de 23,6 milhões em 2019 para 28,3 milhões, um aumento de 20%. No mesmo período, a frota de automóveis cresceu 12%.

Embora o levantamento não detalhe a participação específica de motociclistas nos acidentes envolvendo álcool, dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada indicam que 40% das mortes no trânsito em 2023 foram de motociclistas, grupo considerado mais vulnerável.

Outro dado relevante diz respeito ao perfil das vítimas. Homens representam 86,7% das mortes e 81,8% das hospitalizações relacionadas ao consumo de álcool no trânsito, evidenciando maior exposição desse público aos riscos.

Efeitos do álcool na direção

O estudo também reforça os impactos do consumo de álcool na condução de veículos. Entre os principais efeitos estão a redução da capacidade visual, o aumento do tempo de reação, a alteração da percepção de risco e a maior propensão a decisões perigosas.

Além disso, em caso de acidente, a presença de álcool no organismo eleva significativamente as chances de ferimentos graves ou fatais.

O levantamento teve início em 2010, dois anos após a implementação da Lei Seca, que estabelece tolerância zero para o consumo de álcool por motoristas. A legislação completa 18 anos neste mês, em meio ao aumento recente dos indicadores de mortes no trânsito.

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Gessica Vieira

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