Justiça em Goiás determina perda de cargo de PMs condenados
A Justiça determinou a perda do cargo público de dois policiais militares condenados por homicídios durante uma operação na zona rural de Cavalcante, no nordeste de Goiás. A juíza Isabela Rebouças Maia acolheu o recurso apresentado pelo Ministério Público Estadual e aplicou a penalidade administrativa.
Os condenados são o sargento Aguimar Prado de Morais, que recebeu pena de 13 anos e nove meses de prisão em regime fechado pela morte de Antônio Fernandes da Cunha, e o soldado Luís César Mascarenhas Rodrigues, condenado a seis anos de reclusão pelo homicídio de Salviano Souza Conceição.
Além disso, a operação resultou nas mortes de Ozanir Batista da Silva, de 47 anos, e Alan Pereira Soares, de 27 anos. O Tribunal do Júri julgou o caso em 21 de agosto de 2025, em sessão que durou mais de 30 horas.
Por outro lado, o Conselho de Sentença absolveu outros cinco policiais militares envolvidos no julgamento. Segundo as defesas, os disparos ocorreram para conter uma injusta agressão contra os agentes durante a ação policial.
O recurso partiu dos promotores de Justiça Bernardo Monteiro Frayha, Renner Carvalho Pedroso e Úrsula Catarina Fernandes da Silva Pinto. De acordo com o MPGO, a sentença original deixou de analisar a perda dos cargos públicos, o que motivou a nova decisão judicial.
Conforme a denúncia, o crime ocorreu em 20 de janeiro de 2022, por volta das 9h, na zona rural de Cavalcante. Na ocasião, sete policiais do 14º Batalhão, integrantes do Grupo de Patrulhamento Tático (GPT), afirmaram ter recebido informações sobre uma suposta plantação de maconha no local.
Assim, com a decisão, os dois policiais perdem oficialmente os cargos na corporação e cumprem as penas impostas pelo Tribunal do Júri.
Por Gessica Vieira
Foto: Reprodução
Jornalismo Portal Pn7
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