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VÍDEO | Jogador chora após sofrer ofensa racista em campeonato rural de Goiás

Atleta de 20 anos foi ofendido durante partida na comunidade quilombola Baco Pari, em Posse.

Jogador chora após sofrer ofensa racista durante partida de futebol em Goiás

Uma denúncia de racismo interrompeu uma partida do Campeonato Rural do Cachimbo 2026, realizada na comunidade quilombola Baco Pari, na zona rural de Posse, no nordeste de Goiás. O jogador Caíque Pereira Alves, de 20 anos, atleta do Baco Pari FC, relatou ter sido alvo de ofensas racistas durante o confronto. Abalado, o jovem caiu no gramado, chorou e precisou receber apoio de companheiros de equipe e pessoas que acompanhavam o jogo.

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O episódio aconteceu durante uma disputa de bola pela lateral do campo. Caíque se preparava para realizar a cobrança quando, segundo seu relato, uma pessoa dirigiu a ele expressões de cunho racista.

O atleta contou que havia pedido apenas licença para executar o arremesso, mas foi surpreendido pelas ofensas.

Em entrevista à TV Anhanguera, Caíque relatou o constrangimento e o impacto emocional provocado pela situação.

“Em algum momento eu só pedi ‘com licença’. Falei: ‘Moço, tem como você me dar licença só para eu sair o lateral, para eu jogar?’. Aí ele falou: ‘Não, sai daqui, seu negro rajado Baco Pari’. Aquilo ali me atingiu muito, eu me senti muito constrangido. Minha vida não é a mesma depois que aconteceu isso. Dá vontade de desistir de tudo. Meu sentimento é de fazer justiça e fazer ele pagar pelo que ele falou”, afirmou.

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Jogador recebeu apoio após as ofensas

Imagens que circulam nas redes sociais mostram Caíque visivelmente abalado, chorando e cobrindo o rosto com a própria camisa. Após o episódio, ele chegou a cair no gramado e foi amparado por colegas de equipe.

Um policial militar que fazia a segurança da partida também conversou com o atleta e o incentivou a retornar ao jogo. O policial orientou Caíque a identificar a pessoa apontada como responsável pelas ofensas para que pudesse formalizar uma denúncia.

Em um vídeo divulgado nas redes sociais, o militar aparece dizendo: “Escuta. Joga o seu futebol. Veja quem é a pessoa lá e representa contra ele”.

Baco Pari FC manifesta solidariedade

Após o ocorrido, o Baco Pari FC publicou uma manifestação nas redes sociais repudiando o racismo e demonstrando solidariedade ao jogador.

Em uma publicação nos Stories, a equipe lamentou a situação enfrentada por Caíque e criticou a atitude da pessoa apontada como responsável pelas ofensas.

“Minha solidariedade ao atleta que sofreu com a maldade de mais um pobre de espírito, com o coração cheio de maldade”, publicou o clube.

Caso deve ser registrado na polícia

Um boletim de ocorrência deverá ser registrado para formalizar a denúncia e permitir a apuração dos fatos. Até a publicação desta matéria, a identidade da pessoa apontada como responsável pelas ofensas não havia sido divulgada.

O episódio reacende o debate sobre o racismo no esporte e a necessidade de combater manifestações de discriminação racial dentro e fora dos campos de futebol.