Boi gordo bate recorde de preço com oferta limitada e dólar forte
O preço do boi gordo alcançou um novo recorde no mercado brasileiro, impulsionado pela oferta restrita de animais, pela valorização do dólar e pela demanda aquecida. Na terça-feira (3), o indicador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), ligado à Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), chegou a R$ 390 por arroba.
O valor supera a marca anterior, registrada em 27 de outubro, quando o indicador ultrapassou o recorde real de R$ 385,26 por arroba. Segundo o Cepea, esse patamar havia permanecido como referência por quase seis anos, desde 11 de novembro de 2020.
A sequência de altas reflete um cenário de disponibilidade limitada de animais para abate. Ao mesmo tempo, a valorização do dólar e a demanda aquecida contribuem para sustentar os preços no mercado pecuário.
Alta também chega ao preço da carne
A valorização do boi gordo já começa a ser percebida no mercado da carne bovina. O aumento dos custos da matéria-prima pode ser repassado ao consumidor, tornando produtos como a carne para churrasco mais caros.
O movimento também chama a atenção pelo possível impacto sobre a inflação brasileira. Como a carne bovina tem participação importante no consumo das famílias, novas altas podem pressionar os indicadores de preços.
Mercado segue sob pressão
A combinação entre oferta restrita, dólar forte e demanda aquecida mantém o mercado pecuário em trajetória de valorização. Até o momento, não há sinais claros de uma mudança nesse cenário no curto prazo.
Com o boi gordo cotado a R$ 390 por arroba, o setor acompanha a disponibilidade de animais, o comportamento das exportações e a evolução da demanda interna para avaliar os próximos movimentos dos preços.







