INDIGNADO! Empresário cobra providências das autoridades sobre segurança

INDIGNADO! Empresário cobra providências das autoridades sobre segurança

17 de março de 2014 10 Por Alex Alves

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1623581_10200635885779365_269940972_nNos últimos meses frequentadores, vizinhos e um empresário dono de uma boate no centro de Jataí vêm enfrentando um problema que só está crescendo. Dezenas de pessoas passaram a se aglomerar nas proximidades da casa noturna e assim transformando as ruas e passeios nas proximidades em um “grande evento a parte”. Brigas, descumprimentos das normas de trânsito, som automotivo, perturbações do sossego público, menores de idade consumindo bebidas alcoólicas, fumando cigarros, cigarrilhas, narguile, são um pouco da desordem que acontece ali naquelas imediações sempre que há festas.

De acordo com um dos moradores das imediações, nos dias em que acontecem eventos na casa noturna fica impossível sua família dormir na residência. “O barulho que acontece nas calçadas e ruas, além do desrespeito das pessoas que ali estão fica insuportável à permanência em casa”, relatou-nos o morador que não quis se identificar por medo de represarias dos infratores.

Já o empresário que cumpriu com todas as normas para abrir o seu estabelecimento (acústicas, saídas de emergência, extintores, entre outras medidas), e paga todos os seus impostos em dia, cansado de cobrar uma solução com as autoridades competentes, tomou uma medida por conta própria. O mesmo fechou uma parte da avenida em frente ao seu estabelecimento e colocou seguranças no local. Esta medida teve uma boa aceitação dos moradores e dos frequentadores, porém em entrevista a uma rádio local, o Superintendente Municipal de Trânsito, Lucimar Cardoso, relatou que em fevereiro foi protocolado pelo dono da boate um pedido para interdição da via, no mesmo mês o empresário foi notificado extrajudicialmente indeferindo este pedido, de acordo com o Código de Postura do Município, em seu artigo 48: “É proibida a interdição e/ou utilização de vias e logradouros públicos para a prática de esportes ou festividades de qualquer natureza” e no § 1º: “Excetua-se das exigências deste artigo, as competições e festividades promovidas por órgãos públicos ou instituições em vias secundárias, com anuência da Superintendência Municipal de Trânsito”.

O Superintendente afirma ainda que nas próximas festas que ocorrerem na boate se houver interdição da via, com carros estacionados em cima de calçadas, canteiro central ou irregularidades, as pessoas serão autuadas, podendo resultar em multas ou até mesmo à remoção do veículo. Lucimar alega que os problemas de algazarras que as pessoas vêm reclamando são de responsabilidade da segurança pública e não da SMT, ou seja, não é problema de trânsito, por isso não pode haver o fechamento da avenida, já que dessa forma feriria o direito de ir e vir, assegurado pela própria Constituição Federal. Para concluir, ressalta ainda que se houver novamente interdição total ou parcial, resultando em autuações, outra consequência cabível poderá ser também a perda do alvará de funcionamento da casa noturna.

Utilizando de um perfil em uma rede social, Thales Di Carvalho (proprietário da casa noturna), divulgou no domingo (16), uma nota de insatisfação com o poder público. Confira parte descrita desta nota:

(…) todos sabem que a porta da boate estava um caos, som automotivo, uma malaiada, brigas, assaltos, tiros, enfim, uma baderna! Estou há meses atrás de providências das autoridades, e simplesmente nada foi feito! Se tivesse esperando providências, com CERTEZA o pior já teria acontecido, e as pessoas de bem que frequentam a boate já não estariam frequentando! Devido a isso, tomei a iniciativa de fechar a rua, para acabar com toda a bagunça ali! Isso deu um resultado ótimo, simplesmente acabou o problema! Vizinhos satisfeitos, clientes, tudo o mais!! Agora estão atrás de quem me autorizou a fechar a rua! Uma graça ne, a meses tentando resolver o problema com as autoridades e agora que resolvido as autoridades me proíbem disso! Já que fechando a rua estou impedindo a livre passagem da população, que coisa ne! O movimento ali no horário que fecho a rua é incrível, eu realmente atrapalho! Agora pra finalizar, eu não tenho intenção e nem motivo pra fechar a rua se não for pra melhorar. Gasto R$ 400,00 a mais pra organizar uma coisa que é função do poder (…)”.

Finalizando a nota, o mesmo relata que vai transferir esta responsabilidade para quem realmente tem esse dever (Polícia Militar e SMT), destacando que os impostos pagos são para segurança. CLIQUE AQUI PARA LER A NOTA NA ÍNTEGRA.

Nossa equipe entrou em contato com alguns frequentadores da casa noturna e fizemos uma consulta sobre a atitude de fechar a rua, a maioria aprovou o fechamento principalmente pela segurança que passaram a ter na entrada e saída do local, outros reclamaram da atitude da SMT que não cobra das igrejas e grandes comércios da cidade que utilizam a prática de fechar vias para divulgação de seus produtos.

Gostaríamos de ressaltar que a segurança das vias públicas e o controle do tráfego de veículos são de responsabilidade do poder público. É dever do Estado manter a ordem e garantir a segurança de todos que utilizam das vias públicas.

CLIQUE AQUI PARA OUVIR A ENTREVISTA DO SMT.

Alex Alves / Foto: Internet – Site PaNoRaMa