Imposto sobre carros elétricos sobe e pode chegar a 35% até 2027

O governo federal decidiu manter o cronograma de aumento do imposto de importação para carros elétricos e híbridos, medida que pode elevar a tributação para até 35% nos próximos anos. A decisão foi tomada nesta terça-feira (23), pela Câmara de Comércio Exterior (Gecex), e deve impactar diretamente o preço dos veículos importados no Brasil.
A política de recomposição tarifária não será alterada, o que significa que automóveis eletrificados vindos do exterior, especialmente os totalmente montados, passarão a enfrentar uma carga tributária mais elevada. A medida tem como objetivo incentivar a produção nacional e fortalecer a indústria automotiva instalada no país.
Como forma de amenizar os efeitos imediatos, o governo autorizou uma cota adicional de importação com imposto zerado por um período de seis meses. O limite estabelecido é de US$ 463 milhões. Dentro desse volume, as montadoras poderão trazer veículos sem a cobrança de imposto. No entanto, ao ultrapassar a cota, a alíquota integral volta a ser aplicada.
A iniciativa funciona como um mecanismo de transição, evitando aumentos bruscos no curto prazo, mas não altera a tendência de encarecimento dos veículos importados ao longo do tempo.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A nova política também estabelece diferenças conforme o tipo de importação. Veículos totalmente montados não terão acesso às cotas e serão tributados integralmente. Já automóveis semimontados ou desmontados seguem com tributação reduzida em um primeiro momento.
Para veículos montados ou semimontados, as novas alíquotas entram em vigor a partir de julho. Já para os modelos desmontados, a mudança passa a valer a partir de 1º de janeiro de 2027.
A decisão reflete um cenário de disputa entre interesses do setor automotivo. Montadoras instaladas no Brasil defendem maior proteção contra a entrada de veículos estrangeiros, especialmente os modelos chineses, que vêm ganhando espaço no mercado nacional. Por outro lado, empresas que dependem da importação argumentam que a elevação dos impostos pode resultar em aumento de preços ao consumidor.
Segundo o governo, a medida também está alinhada a políticas ambientais. Em nota, a Câmara de Comércio Exterior afirmou que a estratégia contribui para a renovação da frota e o avanço da descarbonização no setor automotivo, com foco na redução das emissões de dióxido de carbono.
Share this content:








