Hortifrútis ficam mais baratos no atacado em agosto e aliviam preços

Hortifrútis ficam mais baratos no atacado em agosto e aliviam preços

Os preços de diversos hortifrútis recuaram no mercado atacadista durante agosto, movimentando as cotações de produtos presentes no consumo diário dos brasileiros. Entre os destaques estiveram a batata, a alface e o mamão, que registraram quedas expressivas em diferentes mercados de abastecimento.

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Na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), a batata lavada teve redução de 17,38% em agosto. A cebola nacional também ficou mais barata, com recuo de 9,91%. O movimento ocorreu em um cenário de maior disponibilidade de produtos e mudanças no ritmo da demanda.

A alface apresentou uma das maiores quedas entre as verduras. A alface crespa caiu 35,56%, enquanto a alface lisa teve redução de 32,94%. As versões hidropônicas também registraram recuos superiores a 27%.

Segundo a análise do mercado, o desempenho das verduras foi favorecido pelas condições climáticas nas principais regiões produtoras. A ausência de geadas severas contribuiu para o desenvolvimento das lavouras e aumentou a oferta disponível nos entrepostos.

O mamão Havaí também chamou atenção. Na Ceagesp, o preço recuou 37,35% em agosto. A queda ocorreu em um cenário de maior disponibilidade da fruta e pressão sobre as cotações.

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A batata, por sua vez, foi beneficiada pelo avanço da safra de inverno, especialmente pela produção concentrada em importantes polos do Sudeste. A maior entrada do produto no mercado atacadista ajudou a pressionar os preços.

Apesar das quedas em vários produtos, o comportamento do mercado não foi uniforme. O índice geral da Ceagesp subiu 3,14% em agosto, impulsionado principalmente pelos setores de frutas, legumes e pescados. Já o segmento de verduras apresentou queda de 14,87%.

O cenário mostra que os preços dos alimentos in natura continuam bastante ligados ao equilíbrio entre oferta e demanda. Volume de colheita, clima, qualidade dos produtos, período de safra e ritmo de comercialização podem provocar mudanças significativas nas cotações em pouco tempo.

Para consumidores e comerciantes, as quedas registradas no atacado podem contribuir para uma redução dos preços no varejo, embora essa transferência não seja automática. Custos de transporte, armazenamento, perdas e margens de comercialização também influenciam o valor final pago pelo consumidor.

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