Avicultura brasileira pode superar barreiras da União Europeia com mais facilidade, aponta análise

O setor avícola brasileiro pode enfrentar com maior facilidade as novas exigências sanitárias da União Europeia em comparação com outras cadeias da pecuária. A avaliação é de especialistas do mercado, que destacam a estrutura organizada da avicultura nacional como um diferencial para atender às regras impostas pelo bloco europeu sobre o uso de antimicrobianos na produção animal.
As novas normas europeias exigem que os países exportadores comprovem que determinados medicamentos antimicrobianos não são utilizados durante a criação dos animais destinados ao mercado europeu. Caso essas exigências não sejam atendidas, produtos de origem animal brasileiros poderão enfrentar restrições para entrar na União Europeia a partir de setembro.
Segundo analistas do setor, a avicultura possui uma vantagem importante nesse processo por operar, em grande parte, sob um sistema de integração entre produtores e agroindústrias. Esse modelo permite maior controle sobre todas as etapas da produção, facilitando a rastreabilidade dos lotes e a comprovação documental exigida pelas autoridades europeias.
Diferentemente da bovinocultura, em que um mesmo animal pode passar por diferentes propriedades ao longo da vida, a produção de aves é mais concentrada e monitorada. Isso torna mais simples demonstrar o cumprimento das normas sanitárias internacionais e reduzir eventuais obstáculos às exportações.
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Mercado europeu continua estratégico
Embora a União Europeia represente uma parcela menor das exportações brasileiras de carne de frango quando comparada a mercados da Ásia e do Oriente Médio, o bloco continua sendo um destino importante por agregar valor às vendas e exigir elevados padrões de qualidade.
Representantes do setor afirmam que a indústria brasileira já mantém rígidos protocolos sanitários e trabalha em conjunto com o Ministério da Agricultura para adequar a documentação às exigências internacionais. A expectativa é preservar o acesso ao mercado europeu e manter a competitividade da proteína brasileira.
Goiás acompanha cenário
Em Goiás, um dos principais polos da avicultura nacional, o tema é acompanhado com atenção por produtores, cooperativas e frigoríficos. O estado possui uma cadeia produtiva altamente tecnificada e voltada tanto para o mercado interno quanto para as exportações.
Especialistas ressaltam que o fortalecimento da rastreabilidade e da biossegurança tende a ampliar a confiança dos mercados compradores e consolidar ainda mais a posição do Brasil entre os maiores exportadores mundiais de carne de frango.
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