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Governo reage a risco de greve e anuncia cerco ao frete mínimo após disparada do diesel

Governo federal anuncia reforço na fiscalização do frete mínimo diante de risco de greve dos caminhoneiros após alta no preço do diesel.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciará, na manhã desta quarta-feira, um conjunto de medidas para endurecer a fiscalização do cumprimento do frete mínimo no país. A iniciativa surge em meio ao aumento das preocupações com uma possível greve dos caminhoneiros. Além disso, o cenário já provocou reações nos mercados financeiros.

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Governo prepara pacote de fiscalização

A coletiva será conduzida pelo ministro dos Transportes, Renan Filho, e pelo diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres, Guilherme Theo Sampaio. Segundo a agência, o governo apresentará ações para intensificar a fiscalização da tabela do piso mínimo do frete. Além disso, as medidas devem ampliar a responsabilização de infratores recorrentes.

Dessa forma, o governo tenta garantir o cumprimento das regras e, ao mesmo tempo, reduzir tensões com a categoria.

Alta do diesel impulsiona mobilização

Na terça-feira, caminhoneiros de diferentes segmentos defenderam uma paralisação nacional. O movimento ganhou força após a alta recente nos preços do diesel, que pressiona diretamente os custos da categoria.

Além disso, entidades representativas articulam a adesão dos motoristas ainda nesta semana. Ao mesmo tempo, empresas transportadoras também participam das discussões, já que enfrentam o mesmo impacto no custo operacional.

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Dados do painel online ValeCard mostram que o preço médio do diesel S-10, o mais vendido no Brasil, subiu 18,86% desde 28 de fevereiro. No mesmo período, o diesel comum avançou mais de 22%. Enquanto isso, a gasolina subiu cerca de 10% e o etanol hidratado registrou alta próxima de 9%.

Esse aumento ocorre em meio aos efeitos do Conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, que impacta o mercado global de petróleo e combustíveis.

Histórico de paralisações preocupa mercado

O temor de uma nova greve remete à paralisação de caminhoneiros em 2018, que interrompeu o abastecimento em diversas regiões do país por cerca de 10 dias. Como resultado, a economia sofreu impactos significativos.

Agora, diante da possibilidade de um novo movimento, o mercado financeiro já reage. Na terça-feira, as taxas futuras de juros subiram. Isso ocorreu porque investidores avaliam os riscos de uma paralisação no transporte de cargas em todo o país.