Goiás repete número alarmante de feminicídios em 2025: 60 mulheres mortas
Apesar dos esforços das forças de segurança, Goiás encerrou 2025 com 60 casos de feminicídio. O número repete o saldo registrado em 2024. De acordo com levantamento da reportagem do Mais Goiás, que acompanha as ocorrências desde 1º de janeiro, mulheres sofreram ataques em 33 municípios ao longo do ano. Além disso, a maior parte dos crimes envolveu o uso de arma de fogo.
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Cidades com mais registros
Goiânia e Rio Verde lideraram o ranking estadual, com seis casos cada em 2025. No entanto, Rio Verde chama atenção porque um único autor cometeu metade dos crimes registrados no município. Trata-se de Rildo Soares dos Santos, de 33 anos, já condenado a 140 anos de prisão e indiciado por outros delitos, incluindo tentativa de latrocínio.
Em seguida, Águas Lindas de Goiás e Caldas Novas dividiram a segunda colocação, com quatro ocorrências cada. Em Águas Lindas, por exemplo, três crimes aconteceram somente em dezembro. Logo depois, Formosa apareceu na terceira posição, com três registros.
Além dessas cidades, Aparecida de Goiânia, Anápolis, Goianésia, Niquelândia, Senador Canedo, Valparaíso, Abadia de Goiás, Leopoldo de Bulhões e Luziânia contabilizaram dois casos cada.
Por outro lado, 19 municípios registraram apenas um feminicídio ao longo do ano. São eles: Aparecida do Rio Doce, Alto Horizonte, Aruanã, Bela Vista, Ceres, Cristalina, Itapuranga, Maurilândia, Morrinhos, Nova Veneza, Orizona, Pirenópolis, Planaltina, Posse, Quirinópolis, Santa Terezinha, Santo Antônio do Descoberto, Trindade e Vila Propício.
Segundo dados das ocorrências policiais, as forças de segurança prenderam 95% dos autores dos feminicídios registrados em 2025. Na maioria dos casos, as prisões ocorreram em flagrante. Ainda assim, em cinco situações, os autores tiraram a própria vida logo após cometerem o crime. Desses casos, três aconteceram em março, enquanto os demais ocorreram em abril e novembro.
Meses mais violentos
Dezembro concentrou o maior número de ocorrências e se tornou o mês mais violento de 2025, com 10 casos. Em seguida, julho registrou nove feminicídios. Já março ocupou a terceira posição, com sete mortes confirmadas. Em contraste, janeiro foi o único mês do ano sem registros desse tipo de crime em Goiás.
Dessa forma, o levantamento revela que, apesar das ações de prevenção e repressão, o estado mantém índices elevados. O cenário de 2025, portanto, reforça a persistência do problema e mantém o feminicídio no centro do debate sobre segurança pública e proteção às mulheres em Goiás.
Por Gessica Vieira
Foto: Reprodução
Jornalismo Portal Pn7
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