Goiás registrou 12.012 casos de sífilis adquirida em 2025, o maior número da série histórica estadual, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO). Do total, 7.485 registros foram entre homens, o equivalente a 62,3%.
Entre as mulheres, foram contabilizadas 4.482 notificações, enquanto em 45 registros o sexo do paciente não foi informado. Os números mostram que os homens concentraram quase dois terços dos casos registrados no Estado no período.
A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível causada pela bactéria Treponema pallidum. A transmissão ocorre principalmente por meio de relações sexuais sem proteção, mas também pode acontecer da gestante para o bebê durante a gravidez ou o parto.
Crescimento chama atenção
O aumento registrado em 2025 representa uma alta expressiva em relação aos anos anteriores. Em 2020, Goiás havia contabilizado 4.445 notificações de sífilis adquirida.
Na comparação entre 2020 e 2025, o número de registros cresceu cerca de 170%. Depois de uma redução entre 2023 e 2024, os casos voltaram a subir de forma significativa no ano passado.
Os dados reforçam a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do tratamento adequado. Como a doença pode permanecer sem sintomas em determinadas fases, uma pessoa infectada pode transmitir a bactéria sem saber que possui a infecção.
Diagnóstico pode ser feito pelo SUS
O diagnóstico da sífilis pode ser realizado por meio de testes disponíveis na rede pública de saúde. Em Goiás, a SES mantém acompanhamento dos casos por meio do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).
O tratamento é feito com antibiótico e deve seguir a orientação de um profissional de saúde. Quando há diagnóstico, os parceiros sexuais também precisam ser avaliados para evitar novas transmissões.
O uso de preservativos nas relações sexuais continua sendo uma das principais formas de prevenção.
Atenção também durante a gestação
Além da sífilis adquirida, a infecção exige atenção especial durante a gravidez. A doença pode ser transmitida da mãe para o bebê e provocar complicações graves.
Por isso, o acompanhamento pré-natal inclui a realização de testes para sífilis. A SES-GO destaca a importância da testagem e do tratamento adequado durante a gestação para reduzir os riscos para o bebê.
O aumento dos casos em Goiás coloca a prevenção das infecções sexualmente transmissíveis novamente no centro das ações de saúde pública.
Para moradores de Jataí e de outras cidades do Sudoeste Goiano, a orientação é procurar uma unidade de saúde para realizar a testagem quando houver exposição de risco ou indicação profissional. O diagnóstico precoce facilita o tratamento e ajuda a interromper a cadeia de transmissão.





