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Fumacê suspenso: Uso indiscriminado pode causar danos graves à saúde e ao ecossistema

No último Manejo Ambiental realizado pela Prefeitura de Jataí, foram retiradas 2.368 toneladas de lixo e entulhos.

Tendo em vista as recorrentes manifestações em redes sociais quanto à utilização do inseticida a Ultra Baixo Volume – UBV pesado (FUMACÊ), o Núcleo de Vigilância Epidemiológica e Ambiental em Saúde, vem por meio desta esclarecer os questionamentos da população.

Com a reintrodução da dengue no nosso país na década de 80, o carro fumacê foi uma estratégia adotada para controlar e combater a doença. Contudo, para conter o uso inadequado, o Ministério da Saúde (MS) estabeleceu critérios embasados nos indicadores entomológicos, que é a presença do vetor em cada área, e no indicador epidemiológico, que é o número de casos.

O uso indiscriminado do carro fumacê pode causar danos graves à saúde e ao ecossistema como um todo. Quando se utiliza o carro fumacê em uma determinada localidade, aquele inseticida que é lançado prejudica o meio ambiente, portanto é necessário obedecer aos critérios estabelecidos.

É importante destacar ainda que muitas pessoas têm problemas alérgicos, e o uso do inseticida, através do fumacê, pode piorar os quadros de alergia e a eficácia dessa aplicação não nos traz resultados tão bons quanto se imagina.

O município de Jataí foi contemplado com pulverizadores costais portáteis, que é mais eficaz que o carro fumacê. O Ministério da Saúde distribui o veneno para os estados e a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás faz o controle e o repasse para os municípios. A fumaça do carro fumacê só atinge o vetor que estiver voando naquele momento, pois espalha o produto numa altura que alcança o mínimo de mosquitos, já o aparelho portátil tem a mobilidade, direção e altura controladas pelo agente de combate as endemias.

Assim sendo, desde 2013 o estado de Goiás não utiliza o carro fumacê como meio de controle químico do Aedes aegypti, mas sim as bombas intercostais, pois como citado acima, há critérios para utilização do fumacê, tais como: utilização restrita em períodos epidêmicos; risco de epidemia com Índice de Infestação Predial maior que 3,9 (IIP ˃ 3,9) ou Índice Breteau (IB ˃ 5). Portanto, não é caso de Jataí, pois embora o município se encontre em alto risco para epidemia de dengue, atualmente nosso índice de infestação é ˂ 2,0 e não se enquadra nos requisitos.

Entretanto, salientamos que a melhor maneira de evitar as doenças transmitidas pelo Aedes (dengue, zika vírus, chikungunya e febre amarela) é a prevenção e os cuidados com a água parada, pois a maior parte dos focos do mosquito está nos domicílios. É comum encontrarmos focos em vasos de plantas, calhas, caixas d’água sem tampa e materiais inservíveis (lixo) tais como: latas, pneus, garrafas, sacolas, tampinhas etc.

No último Manejo Ambiental realizado pela Prefeitura de Jataí entre os dias 18 a 28 de março do corrente ano, foram retiradas 2.368 toneladas de lixo e entulhos. Esta é a prova da relação direta entre o descaso com as questões ambientais e os problemas de saúde pública. Portanto, devemos todos ser corresponsáveis no combate ao mosquito Aedes aegypti cuidando de nossos quintais, eliminando a água parada, descartando o lixo corretamente e informando a Vigilância Epidemiológica os potenciais criadouros de difícil acesso e/ou aqueles cujos responsáveis pelos imóveis são omissos, para que as medidas cabíveis sejam tomadas.

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