Frio em Goiás muda comportamento da rede elétrica e acende alerta para risco de sobrecarga

Frio em Goiás muda comportamento da rede elétrica e acende alerta para risco de sobrecarga

Com a chegada das frentes frias em Goiás, o sistema elétrico do estado passa por mudanças que exigem monitoramento constante da rede de distribuição.

Apesar de o consumo geral de energia não registrar aumento tão elevado quanto no verão, devido à redução do uso de ar-condicionado, o período frio traz desafios técnicos e operacionais específicos para o fornecimento de energia.

Segundo a Equatorial Goiás, o comportamento da rede muda principalmente por causa do chamado “efeito compensação”. Enquanto aparelhos de refrigeração deixam de ser utilizados, aumenta o uso de equipamentos de alta potência, como chuveiros elétricos e aquecedores.

Além disso, na zona rural, o período seco mantém elevada a demanda de energia devido à utilização intensa de sistemas de irrigação por pivô.

Outro ponto de atenção envolve o comportamento físico da própria rede elétrica diante das temperaturas mais baixas.

De acordo com o gerente do Centro de Operações Integradas da Equatorial Goiás, Vinicyus Lima, os cabos sofrem contração térmica durante o frio, alterando a curvatura da fiação e exigindo acompanhamento técnico constante.

Segundo a concessionária, a rede passa por monitoramento preventivo utilizando tecnologias como termovisão, que identifica pontos de calor ou tensão excessiva nos equipamentos.

Na área urbana, o período mais crítico ocorre principalmente no início da noite, quando há uso simultâneo de chuveiros elétricos e outros aparelhos de maior potência.

O sistema automatizado da distribuidora realiza manobras de carga para evitar sobrecarga nos transformadores e garantir estabilidade no fornecimento de energia.

A Equatorial também faz um alerta importante sobre a parte elétrica das residências.

Segundo a concessionária, o aumento da potência utilizada no modo inverno dos chuveiros pode sobrecarregar instalações antigas ou mal dimensionadas.

O principal sinal de alerta é quando o disjuntor começa a desarmar com frequência.

A orientação técnica é que o consumidor nunca substitua o disjuntor por outro de maior capacidade sem revisão da instalação elétrica, já que isso pode provocar superaquecimento da fiação e até incêndios.

A companhia afirma que mantém monitoramento permanente da rede elétrica em Goiás durante o período de frio e estiagem para reduzir riscos de interrupções e garantir estabilidade no sistema.

Foto: Reprodução
Jornalismo Portal Pn7

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Redação Portal PaNoRaMa

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