Final do horário de verão e seus resultados

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No próximo domingo (16), termina o horário de verão nas regiões centro-oeste, sudeste e sul do Brasil. Exatamente à meia-noite de sábado para domingo os relógios devem se atrasar em uma hora. O horário de verão, levou a uma redução da demanda por energia no horário de pico de consumo de 2.565 megawatts, informou nesta sexta-feira (14) o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). De acordo com o órgão, esse resultado representou uma economia de R$ 405 milhões.

Em Goiás, de acordo com análises preliminares estimadas pela Celg, os 119 dias do horário de verão, resultaram na redução da demanda no horário de ponta do sistema, em torno de 3% ou aproximadamente 65MW.

O Horário de Verão aproveita o fato de que neste período os dias são mais longos, devido à posição da Terra em relação ao Sol.

 A medida provoca o adiantamento do horário civil em relação ao horário padrão, retardando a ligação da iluminação artificial, que é acionada mais tarde do que aconteceria normalmente. O efeito provocado é a não coincidência da entrada desse tipo de iluminação com o consumo do comércio e da indústria, cujo montante se reduz após as 18 horas e com outros tipos de consumo nas residências, cuja carga aumenta significativamente nesse horário, motivados principalmente pelo uso do chuveiro elétrico.

O horário de verão visa à redução da demanda máxima do Sistema Interligado Nacional no período de ponta. Tal redução ocorre no período do ano em que o sistema é, de modo geral, submetido a condições mais críticas, reduzindo riscos de desligamentos de linhas de transmissão, principalmente devido às descargas atmosféricas. Ou seja, o principal objetivo do horário de verão é avaliar as redes de transmissão de energia nos períodos do dia em que o consumo é mais intenso, principalmente das 19 às 21h.

“Eu não gosto nenhum pouco do horário de verão. Além de mexer com toda minha rotina não vejo grandes benefícios, principalmente em aspectos de economia de energia já que somos um dos maiores países do mundo em produção e só não somos mais por não ter investimentos nessa área. Desse modo, quem paga o pato é o povo”, explica o Designer Gráfico, Rodrigo Carvalho, 30 anos.

Como benefício extra, resulta-se na economia de investimentos em obras de geração, de transmissão de energia elétrica e na geração de usinas térmicas para atendimento a picos de carga neste período do ano em determinadas regiões e um ganho ao meio ambiente.

Nayara Borges de L. T. Moraes / Foto: Site PaNoRaMa – Site PaNoRaMa

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