‘Festa que nunca acaba’ é novamente interditada após denúncias em Jataí

‘Festa que nunca acaba’ é novamente interditada após denúncias em Jataí

O local onde funciona o evento conhecido como “A festa nunca acaba” foi novamente interditado na tarde desta segunda-feira (25), em Jataí, no sudoeste goiano. A medida ocorre poucos dias após a retomada das atividades no espaço, que já havia sido fechado anteriormente por irregularidades.

Moradores da região relataram que a reabertura, registrada entre quinta-feira (21) e sexta-feira (22), trouxe novamente transtornos durante a madrugada. Segundo os relatos, houve som alto, brigas e situações de desordem, o que motivou novas denúncias aos órgãos competentes.

Imagens feitas por moradores mostram movimentação intensa no local até depois das 6h desta segunda-feira. Em um dos registros, um frequentador afirma ter ligação com uma facção criminosa, o que aumentou a sensação de insegurança entre vizinhos. Também há relatos de pessoas circulando sobre telhados de residências próximas e de intervenções policiais durante o funcionamento do evento.

Mesmo com a presença policial em alguns momentos, testemunhas afirmam que a festa teria continuado após a saída das equipes.

O histórico do local já é conhecido pelas forças de segurança. Em julho do ano passado, uma operação da Polícia Militar resultou na primeira interdição do espaço. Na ocasião, foram registrados crimes como tráfico de drogas, fornecimento de bebida alcoólica a menores e outras irregularidades.

Ainda conforme dados levantados à época, havia entre os frequentadores pessoas com antecedentes relacionados a homicídio, porte de entorpecentes, tráfico, roubo, furto e agressão, além de registros de perturbação do sossego.

Moradores afirmam que, desde então, vinham realizando denúncias constantes. Com a reabertura no mesmo endereço, a preocupação voltou a crescer, principalmente em relação à segurança.

Há relatos de disparos de arma de fogo em ocasiões anteriores e, segundo testemunhas, novos episódios teriam sido ouvidos no último sábado (23), o que reforçou o clima de apreensão na vizinhança. Também há suspeitas de uso de drogas por frequentadores, situação que deve ser apurada pelas autoridades competentes.

Diante do cenário, moradores dizem ter intensificado as cobranças junto a órgãos municipais e de segurança pública, incluindo registros em ouvidorias e canais oficiais. Eles pedem maior rigor na fiscalização e critérios mais rígidos na liberação de alvarás para funcionamento de estabelecimentos do tipo.

O caso deve seguir sob análise das autoridades responsáveis, que podem adotar novas medidas conforme o andamento das investigações.

Share this content:

Gessica Vieira

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.