Estudantes da Regional Jataí/UFG ocupam sala da Direção com reivindicações

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Nesta quarta-feira (15), estudantes do Movimento Estudantil da UFG de Jataí, ocuparam a sala da Direção da universidade, a fim de receber uma resposta concreta às reivindicações do movimento.

A ocupação havia começado na manhã de terça-feira, dia 14, quando os estudantes ocuparam o prédio no intuito de conseguir melhorias para a assistência estudantil e as casas de estudante. No entanto, ao que parece, não foram ainda atendidos, dá-se aí o motivo da ocupação.

As reivindicações e a mobilização foram elaboradas durante uma Assembleia Estudantil composta por vários estudantes de diversos cursos. Nesta quinta-feira, 16, alguns documentos foram enviados pela Direção aos estudantes via ASCOM.

De acordo com os organizadores do movimento, a resposta da Direção afirma que em todo momento houve tentativa de diálogo, porém, essa possibilidade foi esgotada desde o início, quando se declarou que não havia possibilidade do atendimento de nenhuma das reivindicações, deixando a entender que há outras prioridades na universidade, que não a assistência estudantil.

Os organizadores ainda destacam que desde o início, não houve interesse da Direção em resolver os problemas. Ao invés disso, existe a tentativa de desgaste do movimento por meio de documentos falsos que esquivam o assunto, enviados para os e-mails dos estudantes. De acordo com os acadêmicos, além dos fatos anteriores, há ainda o desgaste psicológico, já que a Direção sempre nestes casos, demonstra a intenção de abrir processo de reintegração de posse para tirar os estudantes por meio da força policial.

O Movimento Estudantil afirma que não se abaterá com tais desgastes e que seguirá na luta pelo atendimento das reivindicações, totalmente justas e necessárias para a sobrevivência dos estudantes pobres na universidade pública. Os componentes do grupo ainda informaram que não estão sozinhos, já que na UFG de Goiânia os estudantes ocupam a reitoria exigindo também melhorias na assistência estudantil.

As reivindicações que Movimento Estudantil exige são:

– Transporte Intercampi: o único ônibus não cumpre com demanda.

1. Garantir, no mínimo, dois ônibus nos horários de pico (início e final das aulas);

2. Que haja paradas ao longo do trajeto;

3. Retirada imediata das catracas.

– Restaurante Universitário: há mais de um ano que sua abertura está sendo irresponsavelmente protelada.

1. Abertura imediata;

2. Que sejam servidas duas refeições diárias, o almoço e o jantar;

3. Não inclusão do restaurante executivo.

– Bolsas de Assistência: quantidade reduzida e processo seletivo burocratizado não suprem a demanda.

1. Ampliação das bolsas – bolsas de permanência como prioridade;

2. Publicizar critérios de distribuição de bolsas;

3. Desburocratização (aumento dos prazos, diminuição dos documentos);

4. Ampla divulgação do edital de seleção;

5. Utilização de linguagem de fácil compreensão nos editais de seleção.

– Espaço Físico: comunidade estudantil necessita de espaço de convivência e convergência político-cultural.

1. Que o espaço da antiga Engopa seja cedido aos estudantes de Jataí, tornando-se um local autônomo, auto gestionável.

– Esgoto: Os resíduos despejados pelo sistema de esgoto da cidade atrapalham os estudantes em aula.

1. Que o esgoto seja despejado nos finais de semana, fora dos períodos de aulas

Os estudantes ainda dão enfâse e alegam ao público que apesar das conversas de corte de verba, o dinheiro do Plano Nacional de Assistência Estudantil (PNAES) aumentou de R$16 milhões em 2014 para R$28 milhões em 2015. É um aumento de 80% na verba. E essa verba não pode ser cortada, porque tem definição específica por lei. Existe sim dinheiro para as melhorias reivindicadas. A questão é como o governo e a reitoria pretendem aplicar esse dinheiro.

Nayara Borges
Jornalismo Portal Panorama

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