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Enquete! O Panorama quer saber a sua opinião: Educação sexual nas escolas de Jataí. Você é contra ou a favor?

No início desta semana, muitos pais jataienses têm expressado sua indignação em relação ao tema
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No início desta semana, muitos pais jataienses têm expressado sua indignação, em redes sociais e grupos de mensagens, em relação a uma cartilha de educação sexual que têm sido distribuída e explicada nas escolas de Jataí.

Uma mãe comenta “[…] Fico chateada em saber que existem pessoas que querem tirar a infância de nossas crianças. Hoje foram na escola do meu filho, ensinaram sobre sexualidade para crianças da 4° série. […]

Para os garotos, tiveram a capacidade de ensinarem eles a usarem camisinha[…] E isso vai muito além, só que eu acho que sexualidade deve ser ensinada em casa e no momento certo, quando eles forem adolescentes, pois para mim uma pessoa de 8 ou 9 anos ainda não é adolescente e não precisa desse tipo de ensinamento na escola.

Eu particularmente acho que o assunto sexualidade deve ser ensinado pelos pais, e não por um estranho, pois é um assunto delicado e requer certos cuidados.

E para piorar, ainda deram cartilhas onde está escrito e ilustrado em desenhos tudo sobre sexualidade. Acho que a escola não deveria ter permitido essa palestra antes de comunicarem os pais, para saberem se estaríamos de acordo.”

Esse debate acerca da educação sexual não é recente, tampouco exclusivo de Jataí, ele tem ocorrido desde as eleições passadas, com a participação inclusive do atual Presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), que já afirmou:

“A escola não é pra aprender a fazer sexo. Quando o pai bota o filho na escola, quer que ele aprenda alguma coisa”.

Educação sexual ainda é um tema controverso e nebuloso no atual contexto brasileiro, por isso, é necessário esclarecer os objetivos e o conceito de educação sexual.

Ao contrário do que muitos pensam, a educação sexual não tem o objetivo de erotizar a criança ou adolescente, ou mesmo de ensinar o sexo.

Ela tem a finalidade de ensinar sobre o corpo, e a responsabilidade de cuidar de seu próprio corpo, para que não ocorram situações futuras indesejadas, como a contração de uma doença, uma gravidez precoce e indesejada, ou um abuso sexual.

A educação sexual deve ter uma abordagem diferente de acordo com cada faixa etária. Quando se trata de crianças, o ensino deve focar especialmente na identificação de abusos sexuais. Ou seja, a criança deve saber identificar comportamentos estranhos e abusivos.

“Uma criança que entende o que é sexo está mais preparada para não ser vítima do abuso sexual. A ingenuidade torna esse indivíduo um ser vulnerável, que não entende o que se passa quando ele se vê envolvida em contato sexual com uma pessoa mais velha”, afirma a psicóloga e doutora em educação pela UNESP, Mary Neide Figueiró.

Vale lembrar que, segundo estimativa da UNICEF (Fundo Internacional de Emergência para a Infância das Nações Unidas), registros apontam que 9 em cada 10 casos de violência sexual contra crianças e adolescentes são cometidos por algum conhecido das vítimas, e a maioria deles faz parte da família.

Qual a sua opinião sobre esse assunto? O Portal Panorama quer saber: você acha errado ensinar educação sexual nas escolas? Você achou errada a abordagem nesse caso? Ou você é a favor da educação sexual nas escolas?

Larissa Pedriel
Foto Capa:
Jornalismo Portal Panorama
panorama.not.br

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Redação Portal PaNoRaMa

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