Dona de salão confirma que usou óleo de coco em sessões de bronzeamento

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A dona do salão onde pelo menos dez mulheres sofreram queimaduras após sessões de bronzeamento, em Jataí, prestou depoimento à Polícia Civil na manhã desta quarta-feira (12). De acordo com o delegado João Paulo Soregutti, responsável pelo caso, a mulher confirmou que usou uma mistura de óleo de coco com canela durante as sessões de banho de sol.

Estamos entendendo como um dolo eventual, quando a pessoa não tem os conhecimentos necessários para exercer uma profissão, mas mesmo assim o faz, assumindo o risco de produzir com aquela conduta qualquer tipo de resultado. Sendo assim ela pode responder por lesão corporal grave e dolosa”, explicou o delegado.

Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, Regional Goiás (SBD-GO), a entidade não recomenda quaisquer formas de bronzeamento artificial ou natural, incluindo aqueles em que a pessoa se expõe ao sol utilizando fórmulas caseiras sem devida proteção. “Danos irreversíveis podem acontecer, entre eles a fotodermatose, reações alérgicas e até câncer da pele” afirma, em nota, a SBD-GO.

A mulher chegou acompanhada pelo advogado e permaneceu na delegacia por uma hora e meia. Ela não quis falar com a imprensa.

Das dez vítimas, apenas oito formalizaram a denúncia à polícia até esta quarta-feira (12). Duas delas também prestaram depoimento nesta quarta-feira. Uma diarista, que não quis se identificar, ficou cinco dias internada em função das lesões. Ela conta que fez uma única sessão e os sintomas começaram no mesmo dia. “Minha barriga foi inchando e eu procurei o médico. Ele me disse que eu tinha que ser internada, pois corria o risco de que meus rins paralisassem”, relatou.

Após os depoimentos, o delegado disse que vai solicitar os prontuários médicos e convocar os profissionais que atenderam as vítimas para prestarem esclarecimentos. Ainda não existe prazo para a conclusão do inquérito, pois os produtos apreendidos no salão, durante uma vistoria da polícia e da Vigilância Sanitária, na terça-feira (11), passam por perícia.

Durante a fiscalização ao estabelecimento, dois cômodos foram interditados. “Não podem ser violados os locais que são as áreas onde ela [dona do imóvel] fazia os procedimentos. Se isso ocorrer, é passível de punição, pois é um crime contra a saúde pública”, informou a fiscal da Vigilância Sanitária Fabiana Freitas.

Do G1 Goiás / TV Anhanguera

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