Dona de salão confirma que usou óleo de coco em sessões de bronzeamento

Dona de salão confirma que usou óleo de coco em sessões de bronzeamento

12 de março de 2014 0 Por Alex Alves

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A dona do salão onde pelo menos dez mulheres sofreram queimaduras após sessões de bronzeamento, em Jataí, prestou depoimento à Polícia Civil na manhã desta quarta-feira (12). De acordo com o delegado João Paulo Soregutti, responsável pelo caso, a mulher confirmou que usou uma mistura de óleo de coco com canela durante as sessões de banho de sol.

Estamos entendendo como um dolo eventual, quando a pessoa não tem os conhecimentos necessários para exercer uma profissão, mas mesmo assim o faz, assumindo o risco de produzir com aquela conduta qualquer tipo de resultado. Sendo assim ela pode responder por lesão corporal grave e dolosa”, explicou o delegado.

Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, Regional Goiás (SBD-GO), a entidade não recomenda quaisquer formas de bronzeamento artificial ou natural, incluindo aqueles em que a pessoa se expõe ao sol utilizando fórmulas caseiras sem devida proteção. “Danos irreversíveis podem acontecer, entre eles a fotodermatose, reações alérgicas e até câncer da pele” afirma, em nota, a SBD-GO.

A mulher chegou acompanhada pelo advogado e permaneceu na delegacia por uma hora e meia. Ela não quis falar com a imprensa.

Das dez vítimas, apenas oito formalizaram a denúncia à polícia até esta quarta-feira (12). Duas delas também prestaram depoimento nesta quarta-feira. Uma diarista, que não quis se identificar, ficou cinco dias internada em função das lesões. Ela conta que fez uma única sessão e os sintomas começaram no mesmo dia. “Minha barriga foi inchando e eu procurei o médico. Ele me disse que eu tinha que ser internada, pois corria o risco de que meus rins paralisassem”, relatou.

Após os depoimentos, o delegado disse que vai solicitar os prontuários médicos e convocar os profissionais que atenderam as vítimas para prestarem esclarecimentos. Ainda não existe prazo para a conclusão do inquérito, pois os produtos apreendidos no salão, durante uma vistoria da polícia e da Vigilância Sanitária, na terça-feira (11), passam por perícia.

Durante a fiscalização ao estabelecimento, dois cômodos foram interditados. “Não podem ser violados os locais que são as áreas onde ela [dona do imóvel] fazia os procedimentos. Se isso ocorrer, é passível de punição, pois é um crime contra a saúde pública”, informou a fiscal da Vigilância Sanitária Fabiana Freitas.

Do G1 Goiás / TV Anhanguera