Goiás recebe primeiro robô para cirurgias de prótese de joelho

Goiás recebe primeiro robô para cirurgias de prótese de joelho

Goiás passa a contar com uma tecnologia inédita na área da saúde que promete transformar os procedimentos de artroplastia de joelho. O Hospital Israelita Albert Einstein, em Goiânia, iniciou a realização de cirurgias com o auxílio do robô SkyWalker, equipamento que amplia a precisão dos procedimentos e permite um planejamento cirúrgico personalizado.

A plataforma, única disponível atualmente no estado, é utilizada em cirurgias de artroplastia — indicadas para pacientes com desgaste avançado da articulação, dores crônicas ou perda significativa de mobilidade. O diferencial do sistema está na integração entre planejamento pré-operatório e execução assistida por robô.

Antes da cirurgia, exames de tomografia são convertidos em um modelo tridimensional da articulação do paciente. A partir dessas imagens, o médico define previamente detalhes como o posicionamento da prótese e o alinhamento ideal do joelho, tornando o procedimento mais assertivo.

A primeira cirurgia com a nova tecnologia em Goiânia foi realizada nesta terça-feira, 9. Durante o procedimento, um braço robótico auxilia a execução do planejamento, fornecendo informações em tempo real sobre a articulação e os ligamentos do paciente.

Segundo o ortopedista e gerente do Programa de Ortopedia do Einstein, Mário Lenza, a tecnologia representa um avanço significativo no controle das etapas cirúrgicas. Ele destaca que a precisão nas ressecções ósseas e no alinhamento dos componentes é essencial para aumentar a durabilidade do implante e melhorar a recuperação funcional do paciente.

Já o diretor da unidade em Goiânia, Mayler Olombrada, afirma que a chegada do robô reforça o avanço da medicina na região. De acordo com ele, a tecnologia contribui para cirurgias mais seguras, melhor posicionamento da prótese, menor impacto nos tecidos e recuperação potencialmente mais rápida.

A unidade já acumula mais de duas mil cirurgias robóticas em diferentes especialidades, com média de 40 procedimentos mensais. A tecnologia também é aplicada em áreas como urologia, ginecologia, cirurgia torácica e do aparelho digestivo, garantindo maior precisão, redução do tempo de internação e recuperação mais eficiente para os pacientes.

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Gessica Vieira

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