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CPI do lixo: Câmara aprova requerimento que busca investigar administração de Humberto Machado

Foto: Vânia Santana / CMJ
Motivo é a constatação, por parte do TCM, de desembolso irregular de verba na contratação da Construrban

Em meados do mês de março deste ano, o vereador Thiago Maggioni (PSDB), protocolou um requerimento (74/2019), solicitando a instauração de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), para apurar irregularidades na licitação firmada entre o Município de Jataí e a empresa Construrban Logística Ambiental.

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A Construrban é uma empresa responsável por realizar a limpeza urbana e a coleta de lixo, e teve seu contrato com o Município de Jataí revogado em 2017.

Isso porque, segundo o texto do requerimento, o Tribunal de Contas do Município (TCM) constatou desembolso irregular de verba pública na contratação da referida empresa.

Ainda segundo o requerimento de pedido de abertura de inquérito, o TCM julgou irregular as contas do prefeito e gestor da época, Humberto Machado, alegando que o mesmo não só tinha ciência como participou ativamente dos atos que resultaram na contratação superfaturada, já que sua assinatura estava presente em documentos julgados pela Corte.

Assim, na sessão ordinária da Câmara Municipal, realizada ontem (14), o requerimento foi aprovado em votação única. Com 5 votos favoráveis, e 1 contrário, da parte de Major Davi Pires (PP).

Major alegou ser contra uma CPI apenas da Construrban, e disse que deveria acrescentar a empresa que presta serviço à atual gestão, Sistema. Em contrapartida, Maggioni afirmou que Davi não teria argumentos para uma CPI da Sistema, e que teve um mês para apresentar adendo e não o fez.

O ex prefeito Humberto Machado, por sua vez, em entrevista a rádio local, afirma “No meu ver, é uma CPI política, em represália a CPI da Saúde.”

Segundo Humberto, o TCM tem um manual, tabela, que não bate com os números reais. A exemplo da distância até o aterro de Jataí, que na tabela é 10km, e na realidade é 19km.

Ele diz que há incoerências em primeira análise do TCM. “O nosso contrato fica totalmente dentro da avaliação de contas, e o caso ainda está em primeira análise”.

Larissa Pedriel
Foto Capa: Vânia Santana / CMJ
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