Chuvas intensas fazem preços de hortaliças dispararem mais de 120% em Goiás

Chuvas intensas fazem preços de hortaliças dispararem mais de 120% em Goiás

O início do período chuvoso e os reflexos das tempestades que atingiram Goiás provocaram uma forte alta nos preços de frutas, verduras e hortaliças no estado. Além disso, dados da Central de Abastecimento de Goiás indicam que alguns produtos registraram aumento superior a 120% neste mês de março, em comparação com fevereiro.

Hortaliças lideram altas expressivas

Entre os itens com maior elevação está o repolho, que lidera o ranking com alta de 128,57%. Da mesma forma, outros produtos da mesma categoria também tiveram reajustes significativos. A cenoura subiu 77,77%, enquanto a cebola teve aumento de 50%. Já a beterraba apresentou alta mais moderada, de 12,50%.

Frutas e legumes também encarecem

Frutas e legumes não ficaram de fora desse cenário de alta. A abobrinha verde ficou 44,44% mais cara. Além disso, o tomate cereja e o mamão registraram aumento de 33,33% cada. Por outro lado, o maracujá subiu 21,42%, enquanto produtos como quiabo e pimentão tiveram alta de 25% e 20%, respectivamente. Ao todo, 19 itens apresentaram reajustes, o que deve impactar diretamente o bolso do consumidor.

Clima influencia produção e oferta

De acordo com o economista Luiz Carlos Ongaratto, as condições climáticas são determinantes para esse cenário. Segundo ele, as chuvas intensas reduzem a produtividade e afetam a oferta de hortaliças.

“As chuvas torrenciais estão prejudicando a produção. A produtividade de hortaliças é menor nessa época e, portanto, um aumento de preços já era esperado. No entanto, o volume de chuvas aumentou e se tornou mais intenso, o que agravou a situação”, explica.

Impactos em outros alimentos

O impacto do clima também pode atingir a produção de arroz. Contudo, há poucas chances de aumento no preço do produto, devido à grande oferta no mercado e à recente queda nos valores.

Além disso, outros itens importantes na alimentação dos brasileiros, como feijão e carne, não devem sofrer alterações relevantes neste período. A expectativa é que, com o fim das chuvas, os preços dos alimentos que estão em alta voltem a níveis mais acessíveis.

Consumidor deve adotar estratégias

Diante desse cenário, a orientação é que o consumidor adote estratégias para economizar. Por exemplo, pesquisar preços antes das compras pode fazer diferença no orçamento. Outra alternativa é substituir produtos mais caros por opções mais baratas.

No caso das feiras livres, uma dica é ir próximo ao horário de encerramento, quando há maior chance de encontrar promoções. “O ideal é sempre pesquisar preços. Assim, será possível reduzir o impacto desse aumento, que está ligado à sazonalidade”, conclui o especialista.

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Gessica Vieira

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