Carnaval em alerta: Veja quais doenças podem ser transmitidas pelo beijo na boca
Fevereiro chegou e, com ele, o Carnaval. O período reúne festas, aglomeração e trocas de carinho. No entanto, especialistas alertam para os riscos à saúde. Durante a folia, o beijo na boca facilita a transmissão de vírus, bactérias e fungos. Isso ocorre porque a boca abriga inúmeros micro-organismos, que passam facilmente de uma pessoa para outra.
Além disso, embora beijar traga benefícios físicos e emocionais, como bem-estar e redução do estresse, o contato intenso, sobretudo com desconhecidos, aumenta o risco de infecções. Por isso, cuidados simples ajudam a preservar a saúde durante os dias de festa.
Mononucleose: a chamada “doença do beijo”
A mononucleose é causada pelo vírus Epstein-Barr e costuma surgir cerca de 30 dias após a infecção. Os sintomas incluem febre, dores no corpo, ínguas, principalmente atrás das orelhas, e dores nas articulações. Além disso, os sinais podem ser confundidos com gripe.
Em casos raros, a doença evolui para candidíase oral extensa e, em situações extremas, provoca complicações mais graves. O vírus permanece na boca por até seis meses, o que reforça a necessidade de atenção.
ISTs: sífilis, gonorreia, herpes e HPV
O beijo na boca também transmite infecções sexualmente transmissíveis, como sífilis, gonorreia, herpes e HPV. Essas doenças causam pequenas lesões na boca. Dessa forma, facilitam a liberação dos patógenos na saliva.
Na sífilis, os principais sintomas incluem feridas na boca, febre, mal-estar, dor de cabeça e ínguas pelo corpo. Já a gonorreia oral provoca dor na garganta, sensação de queimação, glândulas inchadas e manchas brancas.
Por outro lado, a herpes labial causa vermelhidão, coceira, ardência, além de bolhas e rachaduras nos lábios. No caso do HPV, surgem lesões brancas ou avermelhadas, semelhantes a aftas.
Doenças respiratórias: gripe, resfriado e Covid-19
Doenças respiratórias, como gripe, resfriado e Covid-19, também se espalham pelo beijo. Isso acontece porque a boca integra as vias aéreas. Assim, os vírus circulam facilmente pela saliva, sobretudo quando há febre, coriza, dor de garganta, cansaço e dor de cabeça.
Durante infecções, especialistas recomendam evitar contato próximo. Além disso, manter cuidados básicos reduz o risco de transmissão.
Doenças do trato digestivo
Alguns vírus que afetam o sistema digestivo também passam pelo beijo. Entre eles estão rotavírus, norovírus, vírus da hepatite A e parechovírus. Em geral, essas infecções causam enjoo, vômitos, dor abdominal e diarreia.
Portanto, manter hábitos de higiene e atenção aos sintomas ajuda a evitar complicações.
Candidíase oral
A candidíase oral, conhecida como sapinho, também pode ser transmitida pelo beijo, especialmente em pessoas com baixa imunidade. O fungo Candida albicans já vive naturalmente no corpo humano. No entanto, ele se prolifera quando o sistema imunológico fica fragilizado.
Os principais sintomas incluem placas brancas na boca, aftas, dor e ardência. Por isso, ao notar esses sinais, é importante buscar orientação médica.
Caxumba
A caxumba é uma infecção viral causada pelo Paramyxovirus e se transmite por gotículas de saliva. Ela provoca inchaço e dor nas glândulas salivares. Além disso, causa febre, dor de cabeça, fadiga e dor ao mastigar ou engolir.
A vacinação, por meio da tríplice viral, é a principal forma de prevenção.
Catapora
A catapora, ou varicela, também se transmite pela saliva ou pelo contato com lesões na pele. Os sintomas incluem manchas vermelhas, bolhas, febre baixa, mal-estar, cansaço e perda de apetite.
Por fim, especialistas reforçam que observar os sinais do corpo, evitar contato íntimo quando houver sintomas e manter a vacinação em dia são medidas essenciais. Assim, é possível aproveitar o Carnaval com mais segurança e responsabilidade.
Por Gessica Vieira
Foto: Reprodução
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