Boi gordo sobe em junho com oferta restrita e mercado firme no país

O mercado do boi gordo segue em trajetória de valorização neste mês de junho, impulsionado principalmente pela baixa oferta de animais prontos para abate em diversas regiões do país.
De acordo com levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a arroba acumula alta de 1,10% no estado de São Paulo. O Indicador Cepea/Esalq fechou esta terça-feira (10) cotado a R$ 353,55, refletindo o cenário de oferta mais enxuta.
Apesar de a liquidez ainda ser considerada moderada, o mercado já apresenta reação positiva em comparação ao início da semana. A restrição na disponibilidade de animais terminados continua sendo o principal fator de sustentação dos preços.
Em Mato Grosso do Sul, a região de Cassilândia registrou valorização de até R$ 5 por arroba. As negociações variaram entre R$ 340 e R$ 350, com escalas de abate curtas, entre dois e sete dias, indicando necessidade de reposição por parte das indústrias.
Já em Cuiabá, no Mato Grosso, o cenário também foi de reajustes pontuais de até R$ 5 por arroba. Produtores têm adotado estratégia de venda gradual dos lotes, apostando em preços mais elevados nas próximas semanas. As negociações ficaram entre R$ 340 e R$ 350, com registros pontuais de até R$ 355. As escalas de abate giraram em torno de uma semana.
No estado de Goiás, incluindo a região Sudoeste, onde está Jataí, o mercado segue firme, porém sem mudanças expressivas nos preços em relação à semana anterior. Os negócios foram registrados entre R$ 320 e R$ 335 por arroba, com escalas de abate variando de três a sete dias.
No Rio Grande do Sul, o mercado apresentou ritmo mais lento. A combinação entre baixa oferta de animais e chuvas em regiões produtoras dificultou o andamento das negociações. Os preços permaneceram estáveis, na média de R$ 25 por quilo morto.
Em São Paulo, principal referência nacional, a maioria dos negócios foi realizada entre R$ 350 e R$ 355 por arroba, com lotes diferenciados chegando a R$ 365.
Segundo o Cepea, a expectativa do setor está voltada para os próximos dias, especialmente para a quarta-feira, tradicionalmente marcada por maior volume de negociações. O comportamento do mercado segue sendo acompanhado por pecuaristas e frigoríficos, diante da combinação entre oferta restrita e demanda ainda em ajuste.
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