Biocombustíveis podem contribuir para a paz global, afirma representante da Unem

A expansão da produção de etanol de milho e de seus coprodutos pode colocar o Brasil em posição ainda mais estratégica na segurança alimentar e energética global. A avaliação foi apresentada nesta quinta-feira (18) por Andrea Verissimo, diretora de Relações Internacionais e Comunicação da União Nacional do Etanol de Milho (Unem).
A declaração foi feita durante o painel “O etanol na agenda de transição energética e a inserção internacional do Brasil”, no Fórum Internacional da Agropecuária (Fiap) 2026, realizado em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.
Ao abordar a evolução da cadeia produtiva do etanol de milho no país, a executiva destacou que o processo vai além da produção de biocombustível. Segundo ela, a moagem do milho gera coprodutos de alto valor agregado, como o DDG e o DDGS, amplamente utilizados na alimentação animal.
De acordo com Andrea, esses insumos são fundamentais para o avanço da pecuária sustentável. “O DDG é fruto da bioeconomia. Produzimos um combustível renovável e, ao mesmo tempo, um alimento altamente nutritivo que fortalece a produção de proteínas”, afirmou.
Ainda segundo a diretora, o uso desses coprodutos aumenta a eficiência da pecuária brasileira, contribuindo para a redução da idade de abate dos animais. Como consequência, há diminuição nas emissões de gases de efeito estufa por quilo de carne produzida.
A análise apresentada no evento reforça o papel estratégico do Brasil no cenário internacional, especialmente em um contexto de busca por alternativas energéticas mais limpas e por maior segurança alimentar. A combinação entre produção de energia renovável e oferta de insumos para a cadeia de proteína animal coloca o etanol de milho como um dos pilares da bioeconomia no país.
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