Você trabalha em um ambiente no qual o assédio moral de chefes e colegas é constante? Saiba que isso pode aumentar o risco de desenvolver doenças cardíacas e derrame, de acordo com um novo estudo publicado no European Heart Journal.

Durante o trabalho, a equipe de cientistas da Universidade de Copenhague (Dinamarca) rastreou dados de 79 mil adultos da Dinamarca e Suécia, que tinham entre 18 e 65 anos e não apresentavam histórico de doença cardíaca.

Os pesquisadores observaram que os voluntários que viveram grande estresse ou pressão têm um risco 59% maior de sofrer doenças cardíacas, em comparação aos que não foram expostos a nenhum tipo de bullying. Além disso, a probabilidade de ter um AVC é 40% mais alta.

Satjit Bhusri, um dos autores da pesquisa, explicou que o estado de “excitação” constante pode causar danos cardiovasculares graves. “O assédio moral no local de trabalho pode perpetuar um estresse em casa, no sono e até nas férias.”

Bhusri ressalta ainda que as chefias são fontes habituais desse estresse. “O gestor é a pessoa central para manter, promover ou ignorar a grosseria no local de trabalho”, diz.

Como reverter o problema?
Já que mudar de chefe é uma tarefa quase impossível, investir em táticas que reduzem o estresse é fundamental para reverter e tentar impedir o desenvolvimento de doenças. Pratique atividades físicas ao ar livre, como corrida e ciclismo, meditação, ioga, treinamento de habilidades cognitivas comportamentais ou tenha um hobby. De acordo com pesquisadores, isso pode ajudar a acalmar as reações individuais e diminuir um ambiente de trabalho hostil.

Fonte: UOL
Jornalismo Portal Panorama

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