Goiás já registra 21 denúncias de assédio eleitoral no trabalho em 2026

Goiás já registra 21 denúncias de assédio eleitoral no trabalho em 2026
Pressões, ameaças, constrangimentos ou promessas de benefícios para influenciar o voto podem caracterizar assédio eleitoral.

Estado aparece entre os quatro com maior número de registros no país; pressão, ameaça ou promessa de benefício para influenciar o voto podem caracterizar assédio eleitoral

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O Ministério Público do Trabalho (MPT) já recebeu 21 denúncias de assédio eleitoral em Goiás em 2026. Os registros foram contabilizados entre janeiro e setembro e colocam o estado entre aqueles com maior número de denúncias no país neste ano.

Em todo o Brasil, foram registradas 376 denúncias em 2026. Para efeito de comparação, em 2022 foram 85 registros, segundo os dados divulgados pelo MPT.

São Paulo lidera o levantamento deste ano, com 45 denúncias, seguido pelo Rio de Janeiro, com 44, e Minas Gerais, com 32. Goiás aparece em seguida, com 21 registros.

Somente em setembro, período em que a campanha eleitoral entra em uma fase mais intensa, foram contabilizadas 114 denúncias em todo o país.

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O que é assédio eleitoral?

O assédio eleitoral pode ocorrer quando uma pessoa utiliza uma relação de trabalho ou posição de poder para tentar interferir na liberdade de escolha política de outra.

De acordo com a definição utilizada pela Justiça do Trabalho, a prática envolve situações de pressão, ameaça, constrangimento, intimidação ou promessa de benefício com o objetivo de influenciar o voto.

Isso significa que empregadores e superiores hierárquicos não podem, por exemplo, ameaçar trabalhadores com demissão ou prejuízos profissionais caso eles não apoiem determinado candidato.

Também podem ser investigadas situações em que vantagens ou benefícios sejam oferecidos em troca de apoio político ou voto.

Campanha orienta trabalhadores a denunciar

Neste ano, o Tribunal Superior do Trabalho (TST), o Ministério Público do Trabalho e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) lançaram a campanha “No meu voto mando eu”.

A iniciativa busca conscientizar trabalhadores e empregadores sobre a liberdade de escolha eleitoral e ampliar os canais para denúncias de possíveis casos de assédio.

As denúncias podem ser encaminhadas aos órgãos responsáveis por meios eletrônicos e também pelas ouvidorias dos Tribunais Regionais do Trabalho.

Número de denúncias cresce no período eleitoral

O MPT avalia que o aumento dos registros em relação a 2022 também pode estar relacionado à maior conscientização dos eleitores sobre o que caracteriza assédio eleitoral.

A atenção tende a aumentar conforme se aproxima a votação, principalmente diante de situações envolvendo relações de trabalho.

Independentemente da preferência política, o voto é uma decisão individual e não pode ser condicionado à manutenção do emprego, salário, função ou qualquer benefício profissional.

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Isabelle Sousa de Assis

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