Área atingida por queimadas cai 53% em Goiás em 2026

Área atingida por queimadas cai 53% em Goiás em 2026

Goiás registrou uma redução de 53% na área atingida por queimadas em 2026, segundo dados apresentados pelo Estado. O resultado ocorre durante um período de atenção ampliada para incêndios florestais, especialmente na temporada de estiagem, quando as condições de baixa umidade e altas temperaturas favorecem a propagação do fogo.

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A estratégia de prevenção tem utilizado ferramentas de monitoramento ambiental e acompanhamento de áreas vulneráveis. Entre os recursos disponíveis está o sistema de informações geográficas da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), que permite consultar dados espaciais e ambientais do território goiano.

Outra frente envolve o acompanhamento contínuo de focos de calor e das condições climáticas. O Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas do Estado de Goiás (Cimehgo) mantém boletins específicos sobre secas e queimadas, além de canais para divulgação de alertas e ferramentas para identificação de ocorrências.

Tecnologia no combate ao fogo

A utilização de inteligência artificial também passou a integrar a estratégia de modernização tecnológica do Estado. Goiás vem ampliando o uso de recursos de IA em diferentes áreas da administração pública, com estruturas próprias para processamento e aplicação de modelos computacionais.

No monitoramento ambiental, tecnologias capazes de analisar grandes volumes de dados podem auxiliar na identificação de padrões, no acompanhamento de áreas de risco e na antecipação de situações que exigem atuação das equipes de fiscalização e combate.

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A proposta é utilizar os dados disponíveis para melhorar a velocidade entre a identificação de uma possível ocorrência e a adoção das medidas necessárias.

Período de maior atenção

Apesar da redução registrada em 2026, o cenário exige acompanhamento constante. Dados do planejamento ambiental de Goiás mostram que a ocorrência de queimadas aumenta a partir de junho e costuma atingir o maior nível em setembro, período marcado pela estiagem no Cerrado.

Além dos impactos ambientais, a fumaça provocada pelos incêndios pode afetar a qualidade do ar e agravar problemas respiratórios. Em agosto, a Secretaria de Estado da Saúde também orientou os municípios sobre os efeitos associados ao calor extremo, à baixa umidade e à fumaça das queimadas.

Monitoramento continua

Mesmo com a redução da área atingida, o acompanhamento permanece necessário durante o período crítico. A combinação entre monitoramento por satélite, informações meteorológicas, fiscalização e novas ferramentas tecnológicas busca ampliar a capacidade de prevenção e resposta.

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mantém o BDQueimadas, plataforma que reúne dados de focos de queimadas detectados por satélites e permite análises espaciais e temporais das ocorrências.

Em Goiás, a população também pode comunicar ocorrências ambientais e situações relacionadas ao fogo por meio dos canais disponibilizados pela Semad. A plataforma Inã permite registrar ocorrências de fogo, emergências ambientais e denúncias, inclusive com o envio de fotos, vídeos e áudios para auxiliar na identificação do problema.

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Gessica Vieira

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