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Aprosoja Goiás estima produtividade 10% menor do que a registrada na safra passada

Foto: Vânia Santana
Dezembro sem chuvas e com Sol forte prejudicou desenvolvimento das lavouras de soja e colheita deve ficar menor do que as 11,3 milhões de toneladas da safra 2017/18. Mercado no estado segue travado e produtores tem dificuldades para negociar sua produção...

Após um início muito favorável para a safra de soja 2018/19 com condições climáticas propicias em outubro e novembro, as lavouras do estado de Goiás enfrentaram um mês de dezembro com até 20 dias sem chuvas e Sol forte, que prejudicaram o desenvolvimento das plantas. Com a maioria lavoura na fase final de enchimento de grão e o pico da colheita esperado para o próximo dia 20, os produtores goianos já começam a perceber que a produtividade dessa safra ficará menor do que a registrada no ano passado.

“Nós realizamos um levantamento do estado onde nos foi reportado perdas de 10 até 15% devido à falta de chuva. No ano passado tivemos uma produtividade de 11,3 milhões de toneladas e esperávamos para a safra 2018/19 chegarmos muito próximos de 12 milhões. Com esse levantamento estimamos a produtividade em torno de 10,5 milhões de toneladas ainda tendo em vista que houve um incremento de 3% na área plantada nesse ano”, diz Adriano Antônio Barzotto, presidente da Aprosoja GO.

Completando o cenário negativo para o produtor rural de Goiás, o mercado da soja no estado passa por um momento de negócios travados, no qual nem a demanda pela venda e nem pela compra estão aquecidas. “O mercado está extremamente travado com as empresas não entendendo a maneira com que se colocou a comercialização dessa safra. Nós temos o problema da guerra comercial entre China e Estados Unidos e o problema da tabela de frete e as empresas estão com dificuldades para precificar o produto e levar um preço melhor para que o produtor tenha a vontade de vender. Isso tem o perigo de chegar com as lavouras em colheita e termos um gargalo logístico e de comercialização”, comenta Barzotto.

MILHO

Já pensando nas próximas safras, o presidente da Aprosoja Go destaca a importância de realizar o plantio do milho safrinha dentro da melhor janela possível, buscando minimizar os prováveis impactos que as condições climáticas devem causar também na cultura do milho em 2019.

“O produtor está organizado, ele faz o planejamento de uma safra seguinte a outra. Então o plantio do milho safrinha já está totalmente definido. O que nos preocupa é clima, sabemos que vai haver um pouco de variação climática também para a safrinha, mas o produtor tem o calendário com a melhor janela de plantio. A orientação que a gente dá aos produtores é que façam o plantio da safrinha 2019 denteo do período correto que é o mês de fevereiro, não invadindo março porque a tendência de termos uma sustração de safra a cada dia que paossa de março é maior”, afirma Adriano.

Fonte: Noticias Agricolas
Foto Capa: Vânia Santana
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