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Agronegócio goiano poderá lucrar com a alta do dólar

Foto: Alex Alves
Saca de soja, antes cotada em cerca de R$ 60 há alguns dias, já teve um impacto positivo do dólar, chegando a R$ 65

Com a cotação do dólar acima dos R$ 4, a expectativa é que exportadores goianos de commodities, como soja, milho e carne, lucrem mais. Como os gastos internos são feitos em real e os valores recebidos são feitos em dólar, exportadores tendem a lucrar mais com a alta do dólar.

Segundo o analista técnico do Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária em Goiás (IFAG), Leonardo Machado, as commodities são afetadas diretamente por terem seus preços formados pelo mercado internacional, na Bolsa de Chicago.

“Já temos melhores preços nas regiões mais produtoras do Estado”, destaca Leonardo. A saca de soja, antes cotada em cerca de R$ 60 há alguns dias, já teve um impacto positivo do dólar, chegando a R$ 65.

Pela estimativa da IFAG, 60% da última safra de soja do Estado já foi comercializada. Um total de 40% da última safra, portanto, ainda pode ser vendida com melhores preços pela atual cotação do dólar.

“Além disso, temos o milho safrinha, que ainda não foi colhido e teremos uma produção recorde de 10 milhões de toneladas”, afirma Machado.

Exportadores de carne também terão benefícios imediatos, como analisa o presidente da Comissão de Pecuária de Corte da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), Maurício Veloso.

Segundo ele, os contratos de venda de carne, que já vinham sendo incrementados em mais de 50% este ano, devem ser imediatamente favorecidos. As exportações goianas de carne em Abril tiveram aumento de 26% em relação a Abril do ano passado.

Antes mesmo da alta do dólar, a tonelada de carne também já vinha sendo valorizada: de 9% a 12%. Com a alta do dólar, essas importações ficaram ainda melhores: “O que já estava bom, ficou ótimo”, comenta Maurício.

Veloso alerta, porém, para o impacto dos custos de produção: “Milho e soja são os principais componentes das rações do gado e uma limitação da oferta pode onerar muito o custo de produção. Pelos valores da arroba, o pecuarista não suporta aumentos de custos”.

No estado de Goiás, o agronegócio representa a maior parcela das exportações: mais de 60% das exportações correspondem a soja e carnes.

Thaysa Alves
Foto Capa: Internet
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