Agronegócio deve crescer 3% no próximo ano, estima Faeg

Agronegócio

Diante das incertezas para o cenário econômico de 2015, a projeção para o agronegócio goiano é de crescimento de 3%, segundo o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), José Mário Schreiner.

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Mesmo com queda na produção e na área plantada de milho, é esperada uma safra de grãos recorde em Goiás no próximo ano. Com aumento de 2,7%, a expectativa é de uma safra com 18,7 milhões de toneladas, devido o desempenho positivo da soja.

De acordo com o presidente da Faeg, a pecuária goiana também contribuirá para o crescimento do setor, visto que já apresenta recuperação e bons preços no mercado.

“Temos uma diversificação na produção e isso contribui para o desempenho do setor, por isso, trabalhamos nesse crescimento de 3% para Goiás. O agronegócio tem segurado a economia nacional.”

PRECAUÇÕES

Mesmo com expectativa de crescimento, o cenário requer precauções. José Mário explica que, entre os desafios que o agronegócio tem pela frente, destacam-se problemas como falta de energia elétrica, ampliação dos recursos para a subvenção do seguro rural e investimentos em infraestrutura, que engloba as ferrovias, portos e duplicação de rodovias federais.

Além disso, 0,6% das propriedades rurais no Estado responde por 51% da produção total e 76,86% delas possuem proprietários nas classes D/E. A pretensão da Faeg é alavancar esses produtores para a classe C e da classe C para A/B.

“São agricultores que precisam de assistência técnica. O Valor Bruto da Produção (VBP) do Estado pode crescer 50% também. É um desafio muito grande, mas é a solução para aumentarmos a geração de riquezas, empregos e renda”, afirma José Mário.

Foram 4,77 milhões de hectares plantados em 2014, 3,7% a mais que na safra 2012/2013, e 18,33 milhões de toneladas colhidas, crescimento de 3,6% em relação à safra anterior.

De acordo com a Faeg, o VBP é de R$ 32,9 bilhões, crescimento de 4,1%. Ao todo 69 mil novos empregos foram criados em 2014, colocando o Estado como o segundo menor desemprego rural no País. As exportações alcançaram US$ 5,2 bilhões, equivalente a 79,6% das exportações goianas.

Dayse Freitas – O Popular / Foto: Alex Alves

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